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Finanças pessoais » Número de famílias endividadas recua em fevereiro, diz CNC

Agência O Globo

Publicação: 26/02/2014 17:44 Atualização:

O percentual de famílias que relataram ter dívidas, como pendências no cartão de crédito e empréstimos pessoais, ficou em 62,7% este mês, registrando queda em relação aos 63,4% de janeiro de 2014, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quarta-feira (26) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A fatia é maior que a observada no mesmo mês de 2013: 61,5%.

Além da queda dos que acusaram ter pendências em fevereiro, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso apresentou queda nas comparações mensal e anual, alcançando 5,9% em fevereiro de 2014 – o menor patamar da série histórica –, ante 6,5% em janeiro de 2014 e 7,0% em fevereiro de 2013.

"Verificamos dados favoráveis para o mês de fevereiro em função de dois pontos: o percentual de queda para as famílias que relataram dívidas ante janeiro e o melhor patamar histórico dos que alegam ter condições de pagar seus débitos", avalia a economista Marianne Hanson, do CNC. "O fato de reduzirmos o número de endividados na comparação mensal é ótima para retrair a tendência de alta demonstrada nos últimos meses."

Apesar da queda do montante endividados e do menor patamar dos que não teriam condições de pagar suas dívidas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou na comparação mensal, passando de 19,5% para 19,7% do total. Ante mesmo período de 2013, houve queda: 22,1%.

O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida segundo a pesquisa: 75,5%. Em seguida, os carnês, com 17,2%, e, em terceiro, os financiamentos de carro, para 13,6%. Um dado importante, segundo a CNC, está na 'qualidade' do endividamento das famílias. O maior número de dívidas relacionadas a financiamentos de casa e créditos consignado mostram que a dívida é tida com investimento.

"Vemos um perfil favorável para as dívidas. Temos um cenário que vem apresentando um aumento no crédito e no financiamento de imóveis. Isso 'qualifica' a dívida. Apesar de termos uma parcela maior da renda comprometida pelas dívidas, o número de créditos e de financiamentos segue aumentando, tendo em vista anos anteriores", explicou Marianna.

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