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Taxa » Risco de recessão não segura juros Mercado espera que o Copom anuncie hoje aumento da Selic em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano

Correio Braziliense

Publicação: 26/02/2014 11:20 Atualização:

Mesmo diante da possibilidade de que o país tenha entrado em recessão na segunda metade de 2013, o Banco Central (BC) deve anunciar nesta quarta-feira, 26, o oitavo aumento seguido nos juros básicos da economia a fim de reduzir as expectativas de inflação. Desta vez, no entanto, a alta deve ser menor. A aposta do mercado é de que a autoridade monetária eleve a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano, e sinalize, em breve comunicado, que o fim do ciclo de aperto nos juros está próximo.

Duas semanas atrás, o consenso era o de que a Selic continuaria subindo 0,5 ponto em cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), pelo menos por mais dois meses. Esse foi o ajuste feito em seis dos últimos encontros do grupo, desde abril de 2013. Seja qual for a dose, o efeito esperado do remédio é o de tornar mais caros financiamentos e empréstimos, limitando o consumo das famílias e, com isso, forçando a queda da inflação, que se mantém em patamar elevado.

Nos últimos quatro anos, o custo de vida ficou muito acima do centro da meta do governo, de 4,5%, com tolerância de dois pontos para baixo e para cima. Em julho do ano passado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ultrapassou o teto, marcando 6,7% no acumulado em 12 meses.

Qualquer que seja a elevação anunciada hoje, o BC, sob o comando de Alexandre Tombini, colocará a Selic de volta ao patamar em que a presidente Dilma Rousseff a recebeu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com uma diferença: naquela época, a escalada dos juros freou as expectativas de inflação, o que não tem acontecido agora.

Crise energética


As previsões para a alta de preços sobem há duas semanas consecutivas. De acordo com a pesquisa Focus, um levantamento feito pelo BC junto a 100 instituições financeiras, a projeção de alta do IPCA nos próximos 12 meses passou de 5,99% para 6,05%.

Por essa razão, a economista Mônica Baumgarten de Bolle, sócia da Galanto Consultoria, acredita que o BC deveria manter o ritmo de aperto nos juros, em vez de reduzi-lo. “A inflação caiu em janeiro, mas deve voltar a subir forte em fevereiro”, lembrou. “Além disso, a falta de chuvas pode prejudicar a safra, e a crise energética terá impacto nas tarifas de eletricidade.”

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