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Câmbio » Após ata do Fed, dólar fecha em queda de 0,26%, negociado a R$ 2,39

Agência O Globo

Publicação: 19/02/2014 20:36 Atualização:

O dólar fechou em baixa e a Bolsa reverteu dois dias consecutivos de queda após o Federal Reserve, o banco central norte-americano, divulgar a ata de sua reunião na tarde desta quarta-feira (19). De acordo com analistas ouvidos pela reportagem, o documento sinalizou que o ritmo de redução dos estímulos continuará sendo gradual (US$ 10 bilhões a cada reunião) e, embora alguns membros tenham defendido alta de juro, o mercado continua avaliando que a taxa só subirá em 2015.

Após a divulgação do documento, o dólar manteve o movimento de queda e fechou negociado a R$ 2,388 na compra e R$ 2,390 na venda, uma desvalorização de 0,29%. O Ibovespa subiu 1,18%, aos 47.150 pontos, e volume negociado de US$ 7 bilhões. O índice atingiu a mínima pontuação do ano ao bater em 46.100 pontos, pela manhã, o que também acabou atraindo compradores.

"A ata do Fed se mostrou condizente com a decisão de reduzir os estímulos à economia em US$ 10 bilhões na reunião anterior. O documento sinalizou que o ritmo deve se manter em US$ 10 bilhões, já que os números mais fracos de emprego foram atribuídos ao clima frio. Embora dois membros do Fed tenham avaliado que os juro deveriam subir mais cedo, isso só deve acontecer em 2015", destacou o economista Rodolfo Oliveira, analista de economia internacional da consultoria Tendências.

Para ele, o fato de o Fed buscar outros indicadores, e não somente a taxa de desemprego, para avaliar o desempenho da economia, não é propriamente uma novidade. "O próprio Ben Bernanke, ex-presidente do Fed, já havia dito em dezembro que mesmo que o desemprego chegasse a 6,5% isso não seria um gatilho para aumento de juro. A taxa de juro poderia continuar baixa por um longo período após a taxa de desemprego chegar a esse patamar", afirmou Oliveira.

Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest Título Corretora, também não prevê um aumento da taxa de juro para breve. "Mesmo que a taxa de desemprego chegue a 6,5%, o Fed não vai virar a chave dos juros. É claro que depois de encerrar o programa de estímulos os juros vão subir. Mas se subirem antes do tempo e num ritmo forte, corre-se o risco de desacelerar a economia novamente. Por isso, esse movimento será muito calibrado", avaliou.

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