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Oportunidade » Uma chance de deixar as ruas e mudar de vida Mulheres catadoras de lixo estão sendo capacitadas de para separar resíduos sólidos, com objetivo de melhorar a renda

Rosa Falcão

Publicação: 14/02/2014 08:00 Atualização: 14/02/2014 10:38

Participantes ganham uma bolsa de R$ 300 durante a capacitação de dois meses (Alcione Ferreira/DP/D. A Press)
Participantes ganham uma bolsa de R$ 300 durante a capacitação de dois meses
Um grupo de 50 mulheres catadoras de material reciclável do bairro do Arruda e arredores têm nas mãos a oportunidade de escrever uma nova história de vida. Elas participam de uma capacitação para serem inseridas como atores da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Uma chance de largar as ruas puxando a carroça, faça sol ou faça chuva, para trabalhar na separação dos insumos destinados à logística reversa, num galpão público de triagem. Aumento da renda familiar, qualidade de vida e; cidadania. E o melhor: a perspectiva de garantirem um futuro diferente para os filhos.

É o que esperam Marta Maria da Silva, 32 anos, e Maria José dos Santos, 42 anos,  após concluir o curso de gestão de resíduos sólidos, oferecido pela Secretaria da Mulher da Prefeitura de Recife. Faz parte do programa Mulher, Trabalho e Renda, que deverá se estender para outras comunidades. Com um investimento de R$ 150 mil, o curso terá a duração de dois meses. As participantes ganham uma bolsa de R$ 300. São duas turmas de 25 alunas cada, que se revezam entre a sala de aula e a atividade de catação de resíduos.

Maria José está no batente desde os 15 anos. Só estudou até a quarta série do antigo curso primário. Aprendeu o ofício com a mãe. “Quando ela morreu eu assumi a carroça. Levava a minha filha mais velha para me ajudar. Era muito sacrifício. Saía de manhã e só chegava à noite”, conta. Ela consegue apurar R$ 300 por semana com a venda do material reciclável. “Foi desse dinheiro que eu comprei a minha casinha na Palha do Arroz (comunidade no Arruda)”. Maria tem a expectativa de uma nova vida com a capacitação: “Espero muita coisa boa. Quero aprender tudo para trabalhar na reciclagem e ganhar mais dinheiro”.

Companheira de Maria José, Marta Maria da Silva tem 32 anos e está na profissão há 10. Começou na lida junto com o marido. “No começo a gente saia com os dois meninos na carroça. Tinha dia que até ganhávamos cesta básica”, relembra. Agora ela deixa os filhos (de 10 e de 12 anos) na escola antes de ir para as ruas com a carroça. “Quero que eles estudem para ter outra vida”. Ela pega vidro, plástico, ferro e alumínio, separa o material e vende para o depósito. Dependendo do dia da coleta Marta consegue R$ 200 por semana.

Assim como Maria, Marta aposta todas as fichas na capacitação: “Meu sonho é ter uma profissão, carteira assinada, pagar o INSS e ter um lucro melhor”. As duas vão aprender noções de cidadania, direitos humanos, cooperativismo e terão aulas práticas de gestão de resíduos sólidos. Aprenderão o bê a bá da logística reversa, que é a destinação dos resíduos para a reciclagem e o retorno para a cadeia produtiva.

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