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Abastecimento » Falta de gás preocupa

Correio Braziliense

Publicação: 13/02/2014 08:35 Atualização:

Como se não bastasse o variado leque de incertezas que cercam o abastecimento nacional de energia elétrica, a indústria teme também o impacto desse quadro de estresse sobre a oferta de gás natural. A preocupação foi apresentada ontem ao governo por parlamentares e representantes de grandes consumidores do insumo durante encontro na Câmara dos Deputados.

Em resposta, a diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Symone Cristine Araújo, descartou o risco de desabastecimento de gás, mesmo com a necessidade eventual de acionamento de mais usinas termelétricas para compensar o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. “Não há supremacia de um setor sobre o outro”, afirmou Araújo ao descartar o direcionamento do gás para a produção de energia nas usinas termelétricas, em prejuízo de outros usuários.

Apesar disso, ela bateu três vezes na mesa “para afastar o azar” e descartou desonerações no setor energético para evitar “pressões adicionais” da demanda. “Todo o mercado das distribuidoras está sendo atendido”, ressaltou durante a reunião da Frente Parlamentar Mista Pró-Gás Natural, na Câmara dos Deputados. Em novembro do ano passado, 44% dos volumes disponíveis eram reservados às térmicas e 45% à indústria. “Se nós não resolvermos a questão do suprimento energético, vamos ter uma verdadeira hecatombe no setor produtivo”, provocou o coordenador da frente, deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP).

Para completar as preocupações dos empresários, a representante do ministro Edison Lobão (MME) informou na reunião que, apesar das grandes reservas descobertas no pré-sal, o país continuará sendo “tipicamente importador” de gás, renovando para além de 2019 o contrato de compra de 30 milhões de metros cúbicos diários. Para aumentar a oferta de gás, Symone Araújo lembrou que o Brasil fez licitações de blocos de petróleo e gás em 2013. Assim, o quadro deve mudar em cinco anos.

O plano decenal de expansão da malha de transporte dutoviário (Pemat), em consulta pública, prevê nova rede de grandes dutos que cortarão o país para atender a procura crescente pelo gás natural até 2022. Segundo estimativas do MME, essa demanda subirá dos atuais 40,6 milhões para 89,7 milhões de metros cúbicos. “O mercado é naturalmente ansioso e espera resultados mais concretos e imediatos. Quando o fato não se confirma, dá espaço ao boato”, comentou Reginaldo Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Comercializadores de Energia (Abraceel).

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