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Mercado finaanceiro » Dólar abre em baixa, inverte sinal e sobe a R$ 2,41

Agência O Globo

Publicação: 12/02/2014 13:42 Atualização:

O dólar comercial abriu em queda nessa quarta-feira (12), mas com menos de uma hora de negociação mudou de tendência e passou a se valorizar frente ao real. às 9h50, a moeda americana subia 0,41%, sendo negociada a R$ 2,410 na compra e R$ 2,412 na venda. na máxima do dia, a divisa bateu em R$ 2,413 e na mínima foi negociada a R$ 2,398.

O mercado repercute positivamente dados da balança comercial chinesa, que vieram muito acima do esperado. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, segue o otimismo dos mercados externos e abriu o pregão em alta. Às 10h10, o índice se valorizava 0,25% aos 48.582 pontos.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade ao seu programa de intervenções e ofereceu 4 mil contratos de swap cambial tradicional ao mercado, numa operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro. Também serão rolados mais 10,5 mil contratos que vencem em março. Mesmo assim, por aqui, a moeda americana segue na contramão do exterior e se valoriza.

“O dólar deve manter a tendência de alta, na contramão do exterior, já que o Brasil foi citado no relatório trimestral do Fed como o segundo mais atingido nas recentes turbulências no chamado grupo dos ‘cinco frágeis’ - África do Sul, Indonésia, Índia e Turquia. Além disso, um novo apagão, desta vez em algumas cidades do Espírito Santo, mantém o fantasma do racionamento de energia na pauta”, diz o especialista em câmbio, Guilherme França.

Na avaliação do economista e sócio da NGO Corretora, Sidnei Nehme, o governo brasileiro argumenta que a inclusão do Brasil no grupo dos “cinco frágeis” é injusta, já que o país tem reservas cambiais superiores as dos países citados (US$ 370 bilhões). Mas o governo não menciona o que o Brasil tem de negativo e os outros nem tanto.

No caso brasileiro, diz Nehme, há significativas fragilidades no desempenho da economia que apresenta baixo crescimento; na política fiscal que está deteriorada e continua expansionista; na dimensão do déficit em transações correntes, na deterioração da capacidade do país auto financiar este déficit com o ingresso de fluxos de recursos estrangeiros; na baixa capacidade investimentos para resolver as deficiências de infraestrutura que corroem a competitividade do país, entre outros pontos. Assim, o Fed avalia que a saída de capital estrangeiro nestes países emergentes, incluindo o Brasil, é uma consequência de sua decisão de reduzir os estímulos à economia.

“A propensão à saída de capitais do Brasil é absolutamente maior, já que o país foi beneficiado por volumes de ingressos mais expressivos. O Brasil tem problemas relevantes internos que o afasta do radar dos investidores estrangeiros neste momento. Neste contexto, a tendência é de depreciação do real este ano, podendo superar todas as projeções feitas, inclusive a minha de que o dólar chegaria a R$ 2,50 ao final do 1º trimestre e R$ 2,60 ao final do ano”, diz Nehme.

Mas hoje são os dados da balança comercial da China que reforçam o otimismo dos investidores. As bolsas asiáticas fecharam em alta depois que o governo chinês informou que o superávit comercial de janeiro somou US$ 31,86 bilhões, valor 14% maior que o observado em igual período do ano passado, com aumento de 10,6% nas exportações e de 10% nas importações, na mesma base de comparação. Na Europa, os principais pregões também estão em alta com o dado chinês.

“Tanto os números de importação quanto os de exportação ficaram muito acima do previsto, assim como o saldo comercial - a expectativa era US$ 23,45 bilhões. O efeito imediato disso foi o avanço nas ações da Ásia e o fortalecimento das moedas do Sudeste Asiático e da Austrália”, disse Lars Peter Lilleore, do Nordea, em relatório.

O discurso da nova presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também contribui para manter o bom humor dos investidores. Ontem, Janet Yellen disse na Câmara dos Representantes que a retirada dos estímulos à economia continuará sendo feita de forma gradual. E os juros não devem subir tão cedo, mesmo que a taxa de desemprego ceda a 6,5%. Isso animou os investidores e o Ibovespa fechou em alta de mais de 1% e retornou aos 48 mil pontos.

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