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Análise » África prefere investimentos brasileiros aos chineses, diz especialista

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 12/02/2014 10:39 Atualização:

Os países africanos preferem os investimentos brasileiros aos chineses, disse Mwangi Kimenyi, diretor-executivo da Brookings Institution, uma das maiores especialistas em África do mundo. “Nem todos admitem, mas o Brasil é mais próximo da África que a China. O Brasil precisa aproveitar melhor as oportunidades”, afirmou Kimenyi a empresários brasileiros, durante o seminário Investimento Estrangeiro na África, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Kimenyi explicou que a chave para fazer investimentos sustentáveis na África é a qualificação de mão de obra. Segundo ele, o Brasil tem um histórico positivo na capacitação de pessoas, diferentemente da China, que não é vista com bons olhos pelos governos africanos. A Vale, por exemplo, que planeja investir US$ 6,4 bilhões na exploração de carvão em Moçambique e em Malaui, capacitará cerca de 10 mil moçambicanos e malauianos no novo projeto.

Além disso, o Brasil tem mais tradição em longas parcerias com países africanos, explicou. Os primeiros investimentos foram da Petrobras em 1979, que ainda hoje atua na região. As grandes construtoras, como Andrade Gutierrez e Odebrecht estão na África desde o início dos anos 80 e continuam a realizar novos projetos.

Apesar da preferência, os investimentos chineses, no entanto, crescem mais que os brasileiros. O motivo, de acordo com Kimenyi, são as políticas de incentivo à internacionalização do governo da China. O principal deles é o Fundo China-África de desenvolvimento, que entre 2007 e 2012, financiou mais de US$ 4 bilhões para projetos chineses em mais de 50 países da África.

O Brasil também precisa aumentar a presença diplomática e fechar mais acordos de cooperação econômica e de investimentos. Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, investir no exterior traz maior competitividade para as empresas aqui no Brasil.

Até 2012, os chineses haviam fechado 32 acordos  de investimentos bilaterais e estabeleceu mecanismos de cooperação econômica em 45 países. Além disso, têm diplomatas responsáveis pela promoção comercial em 48 países.

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