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IBGE » Emprego na indústria fecha 2013 com queda acumulada de 1,1%

Agência O Globo

Publicação: 11/02/2014 14:07 Atualização: 11/02/2014 15:21

Foto: Acácio Pinheiro/CB/D.A Press/Arquivo
Foto: Acácio Pinheiro/CB/D.A Press/Arquivo
O emprego na indústria brasileira fechou o ano de 2013 com queda acumulada de 1,1%, informou nesta terça-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O indicador registrou recuo de 0,3% em dezembro, em relação a novembro, após ter ficado estável no mês anterior, na mesma comparação mensal.

O resultado é divulgado uma semana depois de o instituto revelar que a produção industrial recuou 3,9% em dezembro, pior resultado desde dezembro de 2008, auge da crise financeira global.O número de horas pagas também caiu - 1,3% - no acumulado do ano passado, apesar de o valor da folha de pagamento real ter avançado 1,2%.

Houve queda no pessoal ocupado, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal de Empregos e Salários (Pimes) em 11 das 14 regiões e em 11 dos 18 setores pesquisados. A principal taxa negativa veio da região Nordeste (4,5%), seguida de São Paulo (-0,9%), Rio Grande do Sul (-2,2%), Pernambuco (-6,4%) e Bahia (-5,6%). Santa Catarina teve a maior alta, de 0,9%.

Os setores que apresentaram as quedas mais acentuadas foram os de calçados e couro (-5,3%), outros produtos da indústria de transformação (-4,1%), máquinas e equipamentos (-2,3%), vestuário (-2,7%), produtos têxteis (-3,6%), produtos de metal (-2,5%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-2,8%). Já os setores de alimentos bebidas e de borracha e plástico tiveram altas de 1,2% e 3%, respectivamente.

Os dados refletem a desaceleração do setor, que cuja produção cresceu apenas 1,2% no ano passado, também segundo o IBGE, alta que não compensa as perdas de 2012, quando a indústria encolheu 2,3%. O fraco desempenho fez com que economistas revisassem para baixo as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) de 2013 para até 2,1%.

Com a volatilidade da indústria no ano passado, o nível de emprego no setor tendeu para queda, inclusive com uma série de cinco resultados negativos quebrada em outubro, com uma alta discreta de 0,1%.

Em 2014, para recuperar as perdas dos anos anteriores, a indústria precisa crescer, pelo menos, 3,7%. A estimativa de economistas do mercado financeiro, de acordo com a mais recente pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, é de alta de 1,93%, mais pessimista que a previsão da semana passada - elaborada antes da divulgação dos dados de dezembro – que projetava crescimento de 2%.

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