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Balanço » Indústria de fundos tem saída de R$ 12,3 bi em janeiro, diz Anbima

Agência O Globo

Publicação: 10/02/2014 17:12 Atualização:

No primeiro mês de 2014, a indústria brasileira de fundos de investimento registrou uma saída líquida de R$ 12,3 bilhões. É a maior saída de recursos desde outubro do ano passado, quando os fundos perderam R$ 18,6 bilhões. Em janeiro, os fundos captaram R$ 314,6 bilhões em aplicações, mas tiveram resgate de R$ 326,9 bilhões, segundo números divulgados nesta segunda-feira (10) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A desvalorização de ativos e o resgate líquido, fizeram o patrimônio líquido da indústria encolher 0,87% em relação a dezembro, chegando a R$ 2,386 trilhões.

No boletim divulgado pela entidade, apenas três fundos corporativos das categorias multimercados, Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) e Referenciado DI tiveram resgate líquido de R$ 15,2 bilhões. Uma captação de R$ 9,2 bilhões feita por um fundo da categoria Curto Prazo, de clientes do poder público, compensou um pouco a saída líquida.

Desde que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sinalizou, em maio do ano passado, que poderia começar a reduzir os estímulos à economia dos Estados Unidos, houve uma mudança no fluxo de capitais mundial. Países emergentes começaram a ver um movimento de saída dos investidores estrangeiros em direção a ativos mais seguros, como o dólar. Esse movimento se refletiu na indústria de fundos brasileira. Entre maio do ano passado e janeiro deste ano, em apenas dois meses (julho e dezembro de 2013) a indústria de fundos terminou com captação positiva.

De acordo com a Anbima, o agravamento da situação econômica na Argentina, com a desvalorização do peso frente ao dólar, afetou o mercado financeiro brasileiro em janeiro. No período, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, teve uma queda de 7,51%, enquanto o real se desvalorizou 3,57% frente ao dólar.

Com isso, os fundos de ações livres tiveram o pior desempenho, com perda de 5,87%, enquanto os fundos cambiais tiveram alta de 2,18%, a maior rentabilidade no mês. Os fundos de renda fixa tiveram valorização 0,68%, em função da parcela de títulos pós-fixados, que se se beneficiam da alta de juros. Em janeiro, o Banco Central elevou a Selic de 10% para 10,5%.

O tombo do Ibovespa, diz o boletim da Anbima, foi intensificado pelo segundo corte de US$ 10 bilhões nos estímulos à economia americana, anunciado pelo Fed em janeiro. Em dezembro a instituição já havia cortado a compra mensal de títulos em outros US$ 10 bilhões - caindo, no total, de US$ 85 bilhões para os atuais R$ 65 bilhões.

"Esse movimento de capitais em direção a ativos mais seguros vai continuar à medida que o Fed reduzir os estímulos. E, quando o banco deixar de injetar recursos através da compra de títulos, os juros devem subir nos EUA. Na prática, esse cenário fará com que o dólar continue se valorizando e os ativos de mercados emergentes, tanto moedas, quanto ações, devem sofrer mais turbulências", diz o economista da PUC do Rio e economista-chefe da Opus Investimentos, José Márcio Camargo.

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