Ano começa com nova elevação dos juros cobrados no crédito | Economia: Diario de Pernambuco
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Estudo da Anefac » Ano começa com nova elevação dos juros cobrados no crédito

Agência O Globo

Publicação: 10/02/2014 14:15 Atualização:

O ano começou com novo aumento nos juros cobrados nas principais linhas de crédito, mantendo a tendência verificada em 2013, quando foram registradas sete elevações nessas taxas. De acordo com levantamento feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), das seis linhas pesquisadas, houve aumento em cinco delas no primeiro mês do ano. A taxa de juros média geral para pessoa física passou de 5,60% ao mês em dezembro passado para 5,65% em janeiro. Anualizada, a taxa chega agora a 93,39%, o maior patamar desde setembro de 2012.

Segundo a Anefac, apenas o juro cobrado no rotativo do cartão de crédito, que é a taxa mais elevada do mercado, não teve elevação em janeiro. A taxa ficou estável em 9,37%. No comércio, o juro subiu de 4,25% para 4,35%. No cheque especial, houve elevação de 7,97% para 8,03%. No Crédito Direto ao Consumidor para compra de carros, houve aumento de 1,65% para 1,69%. E nos empréstimos em bancos a taxa subiu de 3,20% para 3,26%, enquanto nas financeiras a taxa para este tipo de empréstimo foi elevada de 7,16% para 7,20%.

“Esta situação reflete o aumento da taxa básica de juros (a Selic) promovida pelo Banco Central em 15 de janeiro passado”, diz o diretor-executivo de estudos econômicos da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Também para as empresas, os juros ficam mais altos nas linhas de financiamento travando novos investimentos. De acordo com a Anefac, em três linhas de crédito utilizadas pelas companhias (capital de giro, desconto de duplicatas e conta garantida) houve um aumento do juro mensal médio de 3,25% para 3,29%, entre dezembro de 2013 e janeiro passado. Anualizada, essa taxa subiu de 46,78% para 47,47% ao ano.

Desde abril do ano passado, o Banco Central promoveu sete elevações consecutivas da Selic, que subiu de 7,25% para os atuais 10,5%, o maior patamar em dois anos. Com o aumento do juro, o BC tenta trazer a inflação mais próximo do centro de meta, que é de 4,5%. A inflação oficial, medida pelo IPCA, encerrou 2013 em 5,91%. Na prática, o juro mais alto inibe o consumo e evita uma alta continuada dos preços.

De acordo com a Anefac, considerando todas as elevações da Selic promovidas pelo Banco Central do ano passado até agora, houve um aumento de 3,25 pontos percentuais. Neste período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 4,78 pontos percentuais - de 88,61% ao ano em janeiro de 2013 para 93,39% ao ano em janeiro deste ano.

Os analistas esperavam que o atual ciclo de aperto monetário iniciado pelo Banco Central fosse encerrado em breve. Mas analistas já apostam em pelo menos duas novas altas da Selic, que pode chegar a 11% no fim do ano. Se esse cenário se confirmar, a presidente Dilma Rousseff pode encerrar 2014, ano eleitoral, com juros maiores que os 10,75% de quando assumiu o governo, em janeiro de 2011.

Para Miguel Ribeiro de Oliveira, em vista da continuidade da pressão inflacionária, com o IPCA bastante acima do centro da meta estabelecida pelo governo (4,5%) a tendência é que o BC eleve a Selic em sua próxima reunião, o que terá novo impacto sobre os juros ao consumidor.

“As taxas de juros das operações de crédito devem voltar a ser elevadas nos próximos meses”, diz ele.

Veja como ficaram as taxas de juro no crédito (entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014):

Comércio - de 4,25% para 4,35%
Cartão de crédito - estáveis em 9,37%
Cheque especial - de 7,97% para 8,03%
Crédito direto ao consumidor (automóveis) - 1,65% para 1,69%
Empréstimos pessoais em bancos - de 3,20% para 3,26%
Empréstimos pessoais em financeiras - de 7,16% para 7,20%

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