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GOIANA » Falta infraestrutura para andamento de indústrias Acessos aos polos na Mata Norte e atendimento básico precário, como abastecimento de água, dificultam negócios

André Clemente - Diario de Pernambuco

Publicação: 08/02/2014 17:00 Atualização: 07/02/2014 20:12

Empresa de vidros estaciona caminhões na única via da BR-101 que tem acesso ao Polo Vidreiro, ocupando uma das faixas e obrigando o fluxo de saída a passar para a faixa contrária. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press
Empresa de vidros estaciona caminhões na única via da BR-101 que tem acesso ao Polo Vidreiro, ocupando uma das faixas e obrigando o fluxo de saída a passar para a faixa contrária. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press
Componentes prioritários que deveriam antecipar as demandas dos polos em implantação no município de Goiana, na Mata Norte, seguem em tempos descordenados com a realidade industrial do local. Acessos à cidade e aos polos, como também o atendimento básico às indústrias, como abastecimento de água, prometem avançar, mas sempre atrás da necessidade.

As indústrias agendadas para operar neste ano, como Fiat, Vivix e Empresa Brasileira de Hemoderivados e Tecnologia (Hemobrás), também não conseguiram despertar fortemente o comércio de Goiana, por exemplo. Itens como infraestrutura de esgotamento sanitário começam a sair do papel atualmente, no mesmo ano em que mais de 5 mil pessoas já estão entregando as plantas industriais (veja matéria sobre infraestrutura de Goiana na edição impressa).

Acesso à Hemobras, na Zona da Mata Norte. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
Acesso à Hemobras, na Zona da Mata Norte. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
Para chegar a Goiana, a principal via de acesso é a BR-101 Norte, com todos os entraves do caminho. O crítico trecho engarrafado em Abreu e Lima é exemplo. A solução é o burocrático Arco Metropolitano, que depois de empurra-empurra entre governo do estado e governo federal, terá R$ 1,5 bilhão dos fundos unicamente da União para construir 77 quilômetros de estrada que vai ligar às BRs 101-Sul e 101-Norte, de Goiana ao Complexo Industrial Portuário de Suape.

A presidente Dilma Rousseff chegou a confirmar o aporte federal na rodovia, mas a licitação ainda não foi publicada. Essa nova rota foi, inclusive, uma das contrapartidas do governo para trazer a Fiat para a Mata Norte e sair do planejamento inicial, que era instalar-se em Suape. A diretoria de Relações institucionais da Fiat integra o Arco no plano logístico da montadora. “Sabemos que há alternativa, mas o arco é fundamental”, disse o diretor na unidade, Antonio Sergio Mello, em recente evento da Fiat em Pernambuco. O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) confirmou que o edital será publicado “em breve”.

A burocracia do Arco gerou uma demanda do Estado, por meio do Departamento de Estradas e Rodagens (DER). Mais de 270 quilômetros de rodovias foram pensadas em dez rotas de acesso à Goiana, entre implantação e restauração de estradas estaduais para apoio aos polos. Mas a demanda é atual. A planta da Vivix, âncora do Polo Vidreiro de Goiana, está em fase de teste. Na operação, ainda neste semestre, cerca de 90 carretas trafegarão diariamente no entra e sai da empresa.

E outro ponto provoca entraves logísticos. O acesso interno do Polo Vidreiro é compartilhado com o Polo Farmacoquímico, ambos à margem da BR-101. Porém, o acesso construído depois de três licitações possui via única de duas faixas em uma extensão de 2 quilômetros até a entrada da Hemobrás, passando em frente à Vivix. Como se não bastasse, a equipe do Diario flagrou, por diversas vezes, caminhões supostamente de fornecedores da empresa, estacionados na via, ocupando uma das faixas e obrigando o fluxo de saída, inclusive da Hemobrás, a passar para a faixa contrária. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento de Pernambuco, responsável pela obra, nenhuma via complementar está nos planos para o local.

Fechando o débito com o polo de fármacos, não há abastecimento de água. As obras para implantação dos sistemas foi dividida. O bloco externo já teve obras iniciadas e previsão de entrega em 2014, sob responsabilidade da Compesa. Já a segunda etapa, que vai levar água para as indústrias, não há sequer projeto executivo, em elaboração por parte da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper). Enquanto isso, a Hemobrás continua as obras com abastecimento de água de poço perfurado com investimentos próprios.

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