• (3) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Paralisação » Greve dos Correios provoca encalhe de mercadorias nos centros de distribuição do estado, segundo sindicato

Augusto Freitas

Publicação: 05/02/2014 15:18 Atualização: 06/02/2014 16:09

Sindicato da categoria alega que adesão ao movimento é de 90% em Pernambuco. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Sindicato da categoria alega que adesão ao movimento é de 90% em Pernambuco. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
A greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), deflagrada por tempo indeterminado em 13 estados na noite última quarta-feira (29), por conta de mudanças no plano de saúde da categoria, já está causando problemas aos usuários com o atraso no serviço de entrega de mercadorias e correspondências. Além disso, o rastreamento das postagens, via site dos Correios, também está prejudicado.

De acordo com Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Pernambuco (Sintect-PE), somente 2% a 3% das entregas estão sendo feitas no estado.“São 4.040 trabalhadores (em Pernambuco) e 90% desse pessoal está parado. O movimento teve forte adesão em todo o Brasil”, afirmou Edson Siqueira, secretário de política e formação sindical da entidade.

Nem mesmo o plano de contingência criado pela direção dos Correios para assegurar a entrega das mercadorias e correspondências tem resolvido a demora. De acordo ele, o serviço de rastreamento de postagens pelo site da ECT também está comprometido com a paralisação. “O serviço está temporariamente fora do ar, foi retirado pela empresa para não agravar ainda mais a situação”, limitou-se a dizer o sindicalista.

Procurada pela reportagem do Diario, a assessoria regional dos Correios em Pernambuco discordou do números informados pelo Sintect-PE e afirmou, na tarde desta quarta-feira (5), que 95% das encomendas estão sendo entregues em dia. Em relação ao plano de contingência, a assessoria afirmou que está sendo executado com plantões nos fins de semana, horas extras e deslocamento de empregados para atividades de distribuição.

A assessoria regional ainda contestou os números do Sintect-PE e disse que 82,6% do efetivo total está presente, o que representa 3.223 empregados. Questionada sobre a situação atual nos centros de distribuição no estado, desde o início da greve, a assessoria informou que o número acima (82,6% do efetivo total e 3.223 empregados em atividade) já inclui os centros de distribuição.

Os Correios também dsicordam da informação de que o rastreamento de objetos está comprometido. A assessoria regional informou que não houve nenhuma paralisação ou redução dos serviços de rastreamento dos objetos. A informação foi reforçada, ainda, através de um comunicado da assessoria em Brasília, no qual ressalta que todas as agências estão abertas e todos os serviços, inclusive o Sedex, estão disponíveis, com exceção dos serviços de entrega com hora marcada em algumas localidades.

Impasse

Com a falta de entendimento entre as partes, a paralisação parcial dos Correios será julgada pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho (TST), cujo relator do processo é o ministro Márcio Eurico Vitral Amaro. A greve dos funcionários foi deflagrada na semana passada sob a alegação de que os Correios teriam modificado, de forma unilateral, a gerência do plano de saúde dos trabalhadores, o CorreiosSaúde, por um novo operador, a Postal Saúde.

O sindicato alega, ainda, que o novo plano não garante como dependentes os pais dos funcionários e não cobre os aposentados. Segundo o órgão, a mudança também criou um pagamento mensal, independente de os empregados usarem ou não o plano. Desde o início de janeiro, o plano CorreiosSaúde, que atende os empregados da ECT e seus dependentes, passou a ser operado pela Postal Saúde, registrada na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com política e diretrizes definidas pela ECT.

As regras do plano, segundo os Correios, não foram alteradas.Ontem, a direção do órgão afirmou, através de um comunicado em seu site, que não haverá nenhuma alteração no atual plano de saúde dos trabalhadores, o CorreiosSaúde, e nenhuma mensalidade será cobrada.

A publicação também ressalta também que os dependentes regularmente cadastrados serão mantidos e o plano de saúde não será privatizado, com todas as condições vigentes do CorreiosSaúde sendo mantidas e os percentuais de co-participação, que não serão alterados. A empresa reafirmou que os trabalhadores não terão custos adicionais.

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: anderson fernandes
Tenho um produto que segundo a atualização dos correios esta vindo de são paulo desde o dia 27/01 até então não houve mais atualização, como não esta parado os serviço de entrega e atualização do site ? Foi enviado desde o dia 24/01 e costumava levar 4 dias mesmo no PAC. Tem que ter muita paciência! | Denuncie |

Autor: Marcos marcosantosrecife30
O governo deveria contratar uma terceirizada para acaber com essa vergonha. Que acaba pagando somos nós!!! Vem o transtorno de ligar para os SAC's e solicitar fatura via e-mail, e quem não possui acesso a internet? | Denuncie |

Autor: jose ayres
Se não tem concorrente, não ainda reclamar!Não adianta chorar!Não adianta estrebuchar!!! | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.