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Escalada de preços » Argentina: preço da carne sobe 20% em uma semana

Agência O Globo

Publicação: 04/02/2014 15:19 Atualização:

O governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, não está conseguindo conter a escalada de preços no mercado interno e produtos básicos para a alimentação dos argentinos, como a carne, continuam sofrendo reajustes de até 20% de uma semana para a outra.

Nesta terça-feira (4), o chefe de gabinete, Jorge Capitanich, voltou a pedir aos consumidores que denunciem os aumentos acima dos acordos selados pela Casa Rosada nos últimos dias, e acusou os empresários da carne de especulação.

“Estamos trabalhando através da Secretaria de Comércio para reverter os aumentos no preço da carne, mas existe um conjunto de especuladores, intermediários, que aplicam um mecanismo de aumento artificial”, acusou Capitanich.

Representantes do setor argumentaram que todos os valores da cadeia produtiva aumentaram e é impossível não repassar os reajustes ao preço final pago pelos consumidores.

“Queremos que os preços baixem, mas não temos os instrumentos necessários. Se o governo diz que sabe que medidas aplicar, que o faça”, disse o vice-presidente da Associação de Açougues, Alberto Williams, ao jornal “Clarín”.

Enquanto tenta segurar a inflação, o governo Kirchner continua perdendo reservas. Segundo projeções divulgadas pela imprensa local, em janeiro o Banco Central da República Argentina (BCRA) perdeu US$ 2,7 bilhões e o total de reservas está em torno de US$ 28 bilhões. Desde que o governo começou a aplicar restrições no mercado cambial, em outubro de 2011, o BCRA perdeu US$ 16,9 bilhões. Somente no ano passado, a queda alcançou US$ 12,6 bilhões.

Nos primeiros seis dias de vigência das novas medidas, que permitiram a compra de até US$ 2 mil mensais para pessoas que ganhem acima de 7.200 pesos (dois salários mínimos), a AFIP (Receita local) permitiu a venda de US$ 97 milhões, em 184.231 operações.

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