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Mercado financeiro » Dólar cede e Bolsa sobe em dia de menor pressão sobre emergentes

Agência O Globo

Publicação: 04/02/2014 10:15 Atualização:

Após escalar ontem (3) para a maior cotação desde 21 de agosto do ano passado, em meio a preocupações dos investidores sobre a recuperação da economia mundial, o dólar comercial passa por uma descompressão nesta terça-feira (4). Por volta das 10h20, a moeda americana era negociada a R$ 2,421 na compra e R$ 2,423 na venda, uma desvalorização de 0,57%.

O movimento é ajudado internamente pela antecipação da rolagem de contratos de swap cambial - operação equivalente a uma venda de dólares no mercado futuro - anunciada pelo Banco Central (BC) ontem.

No mercado internacional de câmbio, o dia é marcado por menor aversão a risco. Outras moedas de países emergentes também se valorizam frente ao dólar americano, com o rand sul-africano (1,25%), a lira turca (1,15%) e o peso mexicano (0,61%). Os países do Leste europeu também se recuperam, como o florim húngaro (1,07%) e o zloty polonês (0,71%), segundo acompanhamento da agência Bloomberg News.

Mas os investidores estão na expectativa da divulgação de dados da economia americana nesta terça-feira, o que pode mudar o rumo dos mercados financeiros. O Departamento de Comércio dos EUA informa, por volta das 13h, as encomendas às fábricas de dezembro, considerado um indicador antecedente da atividade americana. Economistas consultados pela Bloomberg News esperam uma retração de 1,8% no indicador.

Pela manhã, o BC brasileiro vendeu 4 mil contratos de swap cambial tradicional, numa intervenção de US$ 197 milhões, parte de seu programa de “ração diária” aos agentes do mercado. Ontem, o BC divulgou que vai começar na quinta-feira a rolagem de um lote de US$ 7,378 bilhões em contratos de swap cambial com vencimento em 5 de março. Segundo operadores, o BC teria antecipado esse tipo de operação, já que no mês passado a rolagem dos contratos começou em meados do mês, no dia 16.

Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recupera hoje uma pequena parcela das perdas dos últimos dias. O Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, sobe 0,46%, aos 46.464 pontos. Apesar da leve recuperação hoje, o estrago segue grande para investidores: o índice acumula baixa de 9,99% neste ano. Ontem, o índice fechou em queda de 3,13%, aos 46.133 pontos, a menor pontuação desde 12 de julho do ano passado.

Entre os destaques do pregão de hoje, o Itaú Unibanco, maior banco privado do país, divulgou que registrou lucro líquido de R$ 15,696 bilhões no ano passado, um aumento de 15,46% frente ao ano anterior. Os papéis preferenciais (PN, sem voto) do banco sobem 3,71%, a R$ 31. Itaúsa PN, a holding do banco, avança 4,13%, a R$ 8,56.

As Bolsas da Europa voltam a ter uma dia de perdas, após dados mais fracos da China e dos Estados Unidos terem gerado dúvidas sobre o crescimento da economia mundial e afetado os mercados ontem. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, cai 0,40%. O CAC 40, da Bolsa de Paris, perde 0,23%. E o DAX, de Frankfurt, recua 0,96%.

No mercado de ações da Ásia, a Bolsa de Tóquio teve o pior pregão em oito meses, com investidores preocupados com o cenário da economia mundial. O índice Nikkei fechou em queda de 4,18%, aos 14.008 pontos. Os papéis da Toyota Motor caíram 5,7%. Outros mercados da região tiveram fortes perdas, como a Bolsa de Hong Kong, que caiu 2,89%.

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