Pernambuco.com



  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Economia » Pânico no mercado financeiro deixa rastro de prejuízos

Publicação: 04/02/2014 09:05 Atualização:

Uma maré vermelha tomou conta dos mercados financeiros ontem, deixando um rastro de prejuízo como há tempos não se via no mercado. O nervosismo foi tamanho, que nenhum dos 72 papéis que compõem o Ibovespa, principal índice de lucratividade da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa;) apontou alta. Para 13 das principais ações, houve recuo de mais de 4%. O indicador cravou baixa de 3,13%, para os 46.147 pontos, puxado pelo péssimo desempenho dos títulos da Petrobras, que tombaram 5,78%. Foi a maior queda da bolsa desde 2 de julho de 2013. Neste ano, os prejuízos chegam a 10,4%.

No entender dos especialistas, houve uma conjugação de fatores negativos que disseminaram o pânico nos mercados. Além dos temores em relação às economias emergentes, em meio a dados fracos da atividade industrial da China, os investidores se assustaram com a perda de fôlego da produção fabril nos Estados Unidos e com o deficit recorde na balança comercial brasileira em janeiro. %u201COs mercados emergentes ficaram na mão desde que a China mostrou desaceleração e os Estados Unidos passaram a reduzir seu programa de estímulos. E o Brasil sofre mais por não ter feito o dever de casa, convivendo com baixo crescimento, inflação alta e contas públicas desajustadas%u201D, disse o economista-chefe da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira.

Lino Gill, analista da DX Investimentos, destacou que o ISM Manufacturing Index dos EUA, um forte indicador de tendência dos negócios, veio abaixo do esperado. O consenso do mercado estava em 56 pontos e o número divulgado foi 51,3. %u201CO recuo é preocupante, porque está próximo do nível pré-retração da economia%u201D, afirmou. %u201CTambém o ISM da China foi mais fraco que o esperado, afetando as ações de siderúrgicas brasileiras e da Vale, que exportam minério para o país asiático%u201D, acrescentou Jason Vieira do portal Moneyou.

A sangria da BM&FBovespa; no pregão de ontem fez com que R$ 32 bilhões evaporassem no valor de mercado das cinco empresas com as ações mais negociadas no pregão paulista: Petrobras; Vale, cujos papéis recuaram 3%; Bradesco, com baixa de 3,4%; Ambev, que cedeu 3,7%; e Itaú, com perda de 1,2%. No acumulado deste ano, essas companhias acumularam desvalorização de R$ 100 bilhões, dos quais R$ 40 bilhões referentes apenas à Petrobras, que voltou a valer o mesmo que em 2008, antes de sua capitalização.
Tags:

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »