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Câmbio » Dólar abre em queda, mas inverte sinal e sobe a R$ 2,43

Agência O Globo

Publicação: 31/01/2014 10:59 Atualização:

Em dia de formação da Ptax, a taxa média do dólar que serve de referência para a liquidação de contratos no mercado futuro no final do mês, a moeda americana começou esta sexta-feira (31) em queda, mas a baixa durou pouco. Às 9h45, o dólar se valorizava 0,74% no câmbio comercial, sendo negociado a R$ 2,430 na compra e R$ 2,432 na venda. Na máxima do dia, a divisa chegou a R$ 2,434 e na mínima atingiu a cotação de R$ 2,403.

A briga entre comprados e vendidos no mercado futuro sempre traz pressão ao mercado de câmbio no fim do mês. O horário para a formação da Ptax se encerra às 13h.
No exterior, o dólar também se valoriza em relação a moedas de países emergentes, como o rand sul-africano, que tem queda de 1%, lira turca, que recua 0,70% e peso mexicano, que perde 0,40%.

O Banco Central volta a realizar hoje leilões de venda de dólares com compromisso de recompra futura, os chamados leilões de linha. Esses leilões funcionam como um empréstimo de moeda no mercado à vista. Serão ofertados até US$ 2,3 bilhões, que correspondem a uma rolagem de operações que vencem no início de fevereiro. O BC anunciou o leilão de linha após o Federal Reserve, o banco central americano reduzir em mais US$ 10 bilhões a compra de títulos, nesta semana. A inciativa ajudou a moeda americana a fechar em queda de 0,90% frente ao real, cotado a R$ 2,413.

Também foi realizado o leilão regular de contratos de swap cambial, operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro. Foram ofertados 4 mil contratos, no total de US$ 200 milhões.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o dia começou negativo, com o índice de referência do mercado (Ibovespa) abrindo o pregão em queda. Às 10h07, o índice se desvalorizava 0,87% aos 46.832 pontos. Ontem, o Ibovespa teve a quinta queda dos últimos seis pregões, na contramão das Bolsas americanas que subiram, refletindo resultados positivos de empresas e o aumento do gasto dos consumidores, que cresceu ao maior ritmo em três anos. Hoje, a agenda de indicadores econômicos está mais fraca e o mercado deve manter a preocupação com as economias de países emergentes.

"Embora as preocupações com a piora nos mercados emergentes tenham diminuído e o cenário posterior ao tapering (redução no estímulo monetário do banco central dos Estados Unidos) não tenha sido o banho de sangue que alguns esperavam, ainda existe o medo de que haja um barril de pólvora prestes a explodir", disseram em relatório analistas da Capital Spreads.

Diversos bancos centrais de mercados emergentes, incluindo Turquia, África do Sul e Índia, elevaram suas taxas de juros esta semana para tentar conter a baixa de suas moedas. O banco central russo se comprometeu a realizar intervenção cambial ilimitada se o rublo russo sair da faixa definida como meta. Nesta sexta, o banco central da Rússia voltou a elevar a faixa de variação do rublo, promovendo uma correção de 0,25 centavos na moeda.

O crescimento de 1,9% do PIB americano no ano passado também é uma sombra sobre os emergentes, já que reforça a percepção de que o Federal Reserve, o banco central americano, deverá continuar retirando os estímulos à economia nas suas próximas reuniões. Apenas no segundo semestre de 2013, a economia americana cresceu 3,7%. A melhora da economia americana começa a atrair recursos que antes eram destinados aos países emergentes.

Para o estrategista da corretora SLW, Pedro Galdi, o crescimento da economia americana, no quarto trimestre, só não foi melhor devido ao inverno rigoroso nos EUA. Assim, pode crescer no mercado a percepção de que o Fed aceleraria a retirada dos estímulos, trazendo mais stress aos mercado emergentes.

“Se essa percepção crescer, o mercado pode estressar ainda mais. Isso pode colocar mais pressão sobre as moedas dessas nações, e também afeta as Bolsas de Valores, com os investidores retirando seus recursos de mercados mais arriscados”, avalia Pedro Galdi.

Na Europa, as Bolsas caem após a divulgação de mais uma desaceleração da inflação na zona do euro. O índice de preços ao consumidor da zona do subiu 0,7% em janeiro na comparação com igual período do ano passado. Em dezembro, o indicador havia subido 0,8%. Esse é o quarto mês consecutivo que a inflação da zona do euro fica abaixo de 1%.

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