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PME » Desemprego recua para o menor nível em dez anos e fecha 2013 em 5,4%

Agência O Globo

Publicação: 30/01/2014 14:55 Atualização:

O desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país terminou o ano passado em 5,4% abaixo dos 5,5% registrados em 2012, mostrou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. Em dezembro, o indicador recuou para 4,3%, a taxa mais baixa da série histórica da pesquisa iniciada em 2002. Antes, o menor nível de desemprego, de 4,6%, havia sido registrado em novembro de 2013 e em dezembro de 2012.

Em 2013, os desocupados somaram, em média, 1,3 milhão de pessoas, 0,1% a menos que em 2012, ou menos 20 mil pessoas. Em dezembro, o número ficou em 1,1 milhão, queda de 6,2% em relação a novembro, o equivalente a 70 mil pessoas em busca de trabalho sem conseguir. Já a população ocupada avançou 0,7% em relação a 2012, para 23,1 milhões de pessoas. Em dezembro, o contingente ficou em 23,3 milhões, estável nas comparações com o mês anterior e com dezembro de 2012.

Uma das explicações para a queda do desemprego no ano passado foi a redução no número de pessoas que procuraram emprego. Enquanto o contingente de pessoas em idade de trabalhar aumentou 1% no ano passado, a parcela deste grupo que não trabalhava e nem procurava emprego, cresceu ainda mais: 1,6%. Em 2012, esse grupo havia crescido 0,6%.

"Matematicamente não tem como essa diferença não afetar a taxa de desemprego, mas os motivos socioeconômicos que podem estar por trás disso, não temos como explicar. Mas a pressão sobre o mercado de trabalho foi menor", disse Adriana Beringuy, economista do IBGE.

O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou 2% no ano passado, no confronto com 2012, para 11,8 milhões. Foram 236 mil trabalhadores regularizados a mais, o que elevou a percentual em relação ao total da força de trabalho para 50,3%, o mais alto da série histórica.

Já a renda dos trabalhadores aumentou e encerrou o ano em R$ 1.929,03, aumento de 1,8% em relação a 2012 (R$ 1.894,03). Foi a menor alta desde 2004, quando o salário médio cresceu 1,5%. Na passagem de novembro para dezembro houve queda de 0,7%, depois de um ganho de 2% no mês de novembro.

O grupo de trabalhadores domésticos foi o que teve maior ganho de renda no ano passado. O salário médio da categoria subiu 8,2% em um ano e terminou o ano passado em R$ 843. Os ganhos salariais vem sendo acompanhados de redução na oferta de mão de obra.

Entre 2003 e 2011, o grupo apresentou a maior queda de participação no total de trabalhadores ocupados, passando de 7,6% em 2003 para empregados para 6,1% no ano passado, uma queda de quase 20% nesses onze anos. A indústria também perdeu espaço: caiu de 17,6% para 15,8%, uma perda de 10,2% na participação.

Já o setor de serviços prestados a empresas foi o que mais cresceu entre 2003 e 20011, passando de 13,4% da população ocupada para 16,2%.

Em dezembro do ano passado, as mulheres ganhavam em média 73,6% dos salários dos homens e os trabalhadores de cor preta ou parda recebiam 57,4% do valor pago aos brancos. A maior variação foi registrada em Salvador, onde a renda dos pretos e pardos era quase a metade (51,2%) da dos demais trabalhadores.

Mas a diferença recuou em relação a 2003, quando o salário médio das mulheres nas seis regiões metropolitanas era 70,8% do dos homens e o dos pretos e partos correspondia a 48,4% dos ganhos dos brancos.

A taxa média de desemprego nacional só será conhecida quando sair o resultado da Pnad contínua, que pesquisa o mercado de trabalho em 3.500 municípios de todo o país.

O primeiro resultado desta pesquisa mostrou que o desemprego no segundo trimestre do ano ficou em 7,4%, índice superior aos 5,9% registrados nas seis regiões metropolitanas analisadas pela PME (Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador). De acordo com a Pnad, em 2012 a taxa média de desemprego do país foi de 6,2%.

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