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Menos calote » Inadimplência no Brasil foi menor em 2013, informa BC

Agência O Globo

Publicação: 29/01/2014 20:18 Atualização:

A inadimplência no Brasil fechou 2013 no menor já verificado pelo Banco Central, desde que começou a registrar os dados há quase três anos. O nível de calote chegou a 3%: caiu 0,1 ponto percentual no mês passado. Esse é o número geral dos atrasos acima de 90 dias em todo o tipo de crédito tanto para pessoas físicas quanto para as empresas.

No entanto, um dos dados mais analisados pelos economistas para prever o comportamento das famílias brasileiras é a inadimplência de pessoas físicas em operações de crédito com recursos livres, ou seja, com o dinheiro que o banco pode escolher como emprestar. E esse indicador voltou a subir ao contrário do que previa o BC. Segundo os dados da autarquia, o percentual passou de 6,6% para 6,7%. “Tivemos um quadro mais benigno em relação aos anos anteriores”, frisou o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel.

Num outro movimento contrário do esperado, as taxas cobradas pelos bancos dos clientes caíram em média 0,3 ponto percentual em dezembro. Essa queda – justamente no momento em que o BC tem apertado a política monetária para controlar a inflação desde abril e encarecido o dinheiro para os bancos – foi causada pelo 13o salário.

Maciel explicou que o brasileiro aproveitou as receitas extras de fim da ano para sair do cheque especial e do cartão de crédito. Ao quitar compromissos caros, a média dos juros do sistema financeiro cai automaticamente, já que o volume de empréstimos com taxas mais altas diminui.

Por outro lado, a taxa de juros do cheque especial subiu pelo sétimo mês seguido e chegou a 147,9% ao ano. É a maior desde junho de 2012. No entanto, os créditos consignado e pessoal mostram leves quedas.

Dados de dezembro mostraram ainda que o spread bancário (a diferença entre quanto custa o dinheiro para o banco e os juros que ele cobra do cliente, que inclui o lucro das instituições) caiu no mês passado 0,4 ponto percentual. Chegou a 11,1% na média. É o mais baixo da série histórica que começou em março de 2011.

No Brasil, os empréstimos chegam a R$ 2,7 trilhões. Cresceram 14,6% no ano passado e representam 56,5% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país em um ano). Mais uma vez foram as instituições públicas que puxaram o crescimento do crédito no Brasil com um crescimento de 22,6% da carteira.

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