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Macroeconomia » Dívida pública federal pode crescer este ano até 9%, para R$ 2,320 trilhões

Agência O Globo

Publicação: 29/01/2014 16:20 Atualização:

A dívida pública federal terminará o ano num intervalo entre R$ 2,170 trilhões e R$ 2,320 trilhões, segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) 2014, divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional. Como o estoque fechou 2013 em R$ 2,122 trilhão, isso significa que o endividamento federal em títulos públicos terá um crescimento mínimo de 2,26 % (R$ 48 bilhões) e máximo de 9,33% (198 bilhões).

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De acordo com o PAF, a estratégia do Tesouro para o ano será continuar trabalhando para aumentar a participação dos papéis prefixados e indexados a índices de preços no estoque e reduzir a dos corrigidos pela Selic. O plano prevê que os prefixados terminem 2014 num intervalo entre 40 % e 44 % do estoque. Em 2013, esse percentual foi de 42%.

Já os títulos corrigidos pela Selic - que fecharam o ano passado em 19,1% do total - devem terminar 2014 com uma participação variando entre 14% e 19% do total. No caso dos títulos atrelados a índices de preços, a participação deverá variar entre 33% e 37%. No ano passado, esse percentual foi de 34,5%.

Os papéis atrelados ao câmbio, por sua vez, devem variar pouco. Enquanto fecharam o ano em 4,3% do estoque, em 2013, a participação ficará entre 3% e 5%.

A parcela do estoque com vencimento no curto prazo (em até 12 meses) ficará entre 21% e 25% do total, segundo o PAF. Esse indicador fechou 2012 em 24,8%. Já o prazo médio da dívida, que terminou o ano passado em 4,2 anos, vai variar entre 4,3 e 4,5 anos.

Segundo o PAF, a necessidade bruta de financiamento do governo federal em 2014 é de R$ 598,4 bilhões, sendo que já existem em caixa R$ 121,8 bilhões em recursos orçamentários. Assim, a necessidade líquida de financiamento é de R$ 476,6 bilhões.

Os dados do Tesouro mostram que, em 2013, o governo não conseguiu cumprir todas as metas fixada no PAF do ano passado. A equipe econômica previa que a parcela da dívida corrigida pela Selic ficaria entre 14% e 19% do total, sendo que o valor efetivo foi de 19,1%.

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