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Câmbio » Dólar abre em alta e vai a R$ 2,44 com investidores à espera da decisão do Fed

Agência O Globo

Publicação: 29/01/2014 10:51 Atualização:

Com os investidores na expectativa de um novo corte de estímulos à economia americana, que deve ser decidido hoje pelo Federal Reserve (o banco central dos EUA), o dólar comercial iniciou o dia em alta e renovou a máxima desta terça-feira. Às 9h51m, a moeda americana subia 0,70%, sendo negociada a R$ 2,442 na compra e R$ 2,444 na venda, a maior alta desde o dia 21 de agosto do ano passado, quando a divisa fechou a R$ 2,451 e um dia antes de o Banco Central brasileiro anunciar seu programa de ‘ração diária’ de dólares ao mercado. Na máxima, o dólar foi negociado a R$ 2,448 e na mínima atingiu o patamar de R$ 2,428.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o principal índice (Ibovespa) abriu o pregão em queda e às 10h20m se desvalorizava 0,34% aos 47.679 pontos, também com os investidores à espera da decisão do Fed.

O mercado também repercute a ação do banco central da Turquia, que elevou a taxa de juro de 7,75% para 12% ao ano numa tentativa de evitar fuga ded investidores e estancar a desvalorização de sua moeda, a lira turca, que no ano passado perdeu mais de 21% do valor em relação ao dólar. A Índia também havia subido em 0,25 ponto percentual a taxa de juro - para 8% - com o mesmo objetivo. O BC brasileiro elevou a taxa básica de juro (Selic) de 10% para 10,5%, no início de janeiro, também como resposta à alta da inflação. A alta do juro também tenta ajuda a fuga de investidores, já que os títulos públicos federais oferecem uma melhor rentabilidade.

"O Banco Central turco elevou a taxa básica de 7,75% para 12%, confirmando a resposta rápida dos emergentes para enfrentar o estresse cambial, assim como fez a Índia, tentando suavizar o impacto de um novo corte nos estímulos esperado para hoje por parte do Fed", diz Guilherme Franco, operador de câmbio da corretora Correparti.

Em relatório, analistas da BlackRock, uma das maiores gestoras de recursos do mundo, disseram que a decisão pode ajudar a restaurar a confiança dos investidores.

As moedas de países emergentes vêm sofrendo uma forte desvalorização desde que o Fed sinalizou a retirada dos estímulos, em maio do ano passado. Em dezembro, o banco central americano anunciou um corte de US$ 10 bilhões na compras mensais de US$ 85 bilhões em títulos e hoje deve dar continuidade a esse movimento.

Além da redução dos estímulos promovida pelo Fed, o baixo crescimento de suas economias, a inflação em alta e problemas fiscais tiraram dos países emergentes a confiança dos investidores internacionais, que estão levando seus recursos para países como os Estados Unidos e Europa.

No Brasil, o BC deu sequência ao seu leilão diário de contratos de swap cambial tradicional, oferecendo hedge (proteção contras as oscilações do cãmbio) no mercado futuro. Foram ofertados 4 mil novos contratos o equivalente a US$ 197,4 milhões.

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