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Estabilidade » Mantega afirma que corte do Orçamento garantirá solidez fiscal

Agência O Globo

Publicação: 28/01/2014 14:00 Atualização:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira que o governo vai fazer um corte no Orçamento da União de 2014 que garanta a solidez fiscal e a estabilidade da dívida pública brasileira. Ele evitou falar em números, mas reportagem publicada na edição impressa desta terça-feira do GLOBO os cálculos preliminares dos técnicos da equipe econômica indicam que o contingenciamento poderá ser de R$ 30 bilhões.

Além de cortar despesas, o governo deve elevar o superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) previsto na proposta orçamentária. Atualmente, ela projeta o esforço fiscal do setor púbico em R$ 109,36 bilhões, ou 2,09% do Produto Interno Bruto (PIB). Deste total, R$ 58,072 bilhões, ou 1,1% do PIB, cabem à União e o restante a estados e municípios.

O que a equipe econômica estuda é aumentar o esforço fiscal da União. Assim, o governo daria ao mercado um sinal de que está comprometido com a solidez das contas públicas e com o projeto de manter a dívida sob controle. Os novos números do orçamento devem ser divulgados até o dia 20 de fevereiro.

"Não está definido qual vai ser o corte que nós vamos fazer no orçamento, mas certamente será um corte que vai manter a solidez fiscal e a estabilidade da dívida líquida", disse o ministro.

O ministro da Fazenda também afirmou que a atual volatilidade no câmbio afeta todos os países e é provocada por dois fatores. Um deles é a política de retirada de estímulos monetários que está sendo feita pelo Banco Central dos Estados Unidos, o Fed. O outro é a sinalização de que a economia chinesa está entrando numa fase de acomodação, o que significa que o país vai comprar menos commodities do resto do mundo.

"Nós estamos num período de volatilidade cambial causada por dois fenômenos. Um é a política do Fed de redução de estímulos. Como nós estamos na véspera de uma reunião do Fed, eles poderão tomar decisões que façam mais um corte nos estímulos que eles estão dando. Em segundo lugar, tem a perspectiva da China, que deu alguns sinais de que poderia estar em acomodação do crescimento, o que leva a uma desvalorização das moedas em função da queda no consumo de commodities. São movimentos de acomodação que podem ser transitórios. Temos tido vários momentos de volatilidade. Alguns países sofrem mais e outros menos", explicou o ministro.

Para ele, no entanto, o Brasil está numa situação sólida, pois tem reservas elevadas e uma dívida externa pequena. Mantega comentou ainda as turbulências na Argentina, que passa por uma crise cambial aguda. Segundo ele, o país vizinho também está sofrendo os reflexos da situação na China e nos Estados Unidos: "A volatilidade perpassa todos os países. A Argentina também sofre com essa volatilidade", disse.

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