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Igreja » Música atrai multidão aos cultos Padres pops são vistos como "mal necessário": são eles que lotam as igrejas e dão leveza às mensagens de fé

Diego Amorim - Correio Braziliense

Publicação: 26/01/2014 14:00 Atualização: 26/01/2014 14:07

Entre representantes da cúpula da Igreja, sobretudo da ala mais conservadora, os padres pops são vistos como um “mal necessário”. A avaliação interna é de que ao dispensar as vestes litúrgicas, subir ao palco com caras e bocas de artista e aparecer demais na televisão, os religiosos acabam perdendo de vista o ofício sacerdotal. Em contrapartida, são eles que lotam as igrejas e conseguem dar leveza às mensagens de fé, ajudando a amenizar a evasão de católicos no Brasil. Mais do que isso, se transformando em importantes colaboradores financeiros para as obras de evangelização.

Somente os padres Marcelo Rossi, Fábio de Melo e Reginaldo Manzotti movimentaram pelo menos R$ 405 milhões com a venda de livros, CDs e DVDs, segundo cálculos feitos pelo Estado de Minas levando em conta o preço médio unitário desses produtos: R$ 15. Sacerdotes que fazem shows e comercializam produtos em seu nome têm liberdade para administrar os próprios recursos, mas o Código de Direito Canônico diz que doações feitas na intenção de ajudar as obras da Igreja só podem ser usadas única e exclusivamente para esse fim.

Normalmente, parte do lucro do comércio religioso e dos cachês cobrados por padres-cantores vai para a conta bancária das arquidioceses ou das congregações às quais os autores pertencem. Em muitos casos, o dinheiro também financia projetos sociais. Há, ainda, quem use os recursos em benefício próprio ou para ajudar familiares. “Posso falar por mim. Tudo o que arrecadei até hoje foi para a Congregação do Sagrado Coração de Jesus, da qual faço parte”, afirma Padre Zezinho, de 72, o primeiro a aparecer na mídia no Brasil, pioneiro da música católica popular.

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