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Energia » Com verão mais seco em 43 anos, consumidores vão ter gasto maior Produção energética está 17,1& abaixo da capacidade disponível

Estado de Minas

Publicação: 26/01/2014 11:25 Atualização:

A ocorrência de chuvas fora das áreas de influência dos reservatórios das principais hidrelétricas do país neste início de ano vai levar a Energia Natural Afluente (ENA) a fechar o mês no nível mais baixo em 43 anos, segundo levantamento da Compass, empresa comercializadora de energia. O indicador mede o nível de abastecimento do sistema elétrico nacional. Essa situação ocorre porque o calor aumenta a evaporação nos reservatórios e deixa a terra seca, propensa a reter a água. Para complicar, o nível das barragens está baixo há quase dois anos, o que demanda mais água para voltar ao normal. “Até temos chuvas, mas são temporais que não valem nada para os reservatórios de usinas: eles precisam de dias consecutivos de chuvas para encher”, diz Patricia Madeira, analista da área de energia da Climatempo, empresa de mapeamento climático.

Apesar do quadro de baixo nível dos reservatórios, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, descartou o risco de desabastecimento de energia. “Não há risco (de racionamento). Não estamos nem despachando (ligando) todas as térmicas disponíveis”, afirmou Tolmasquim. O executivo, responsável pelo planejamento da expansão dos sistemas de geração e transmissão, lembrou que os reservatórios de todas as regiões do país estão numa situação melhor do que em 2013.

De fato, os reservatórios do Sudeste e Nordeste, os mais importantes para o sistema, estão próximos de 41% de capacidade. Na mesma época em 2013, estavam pouco acima de 30%. Segundo os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as termelétricas estão produzindo em torno de 13,3 mil MW médios, o que é 17,1% abaixo da capacidade disponível, hoje em 16,095 mil MW médios. O volume gerado está em linha com o da mesma época de 2013, sinalizando que a situação ainda requer atenção.

Todas as fontes térmicas estão operando, entre elas as caras usinas a óleo combustível e diesel (essas últimas no Nordeste, por razões elétricas, quando o ONS identifica restrições na operação). “A tendência é que será mais um ano de térmicas ligadas e de pressão sobre a geração – e também sobre o preço da energia”, diz Marcelo Parodi, sócio da Compass. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o preço da energia no chamado mercado à vista subiu 18% em uma semana: passou de R$ 410/MWh na semana atrasada para R$ 484,83/MWh na sexta-feira. Na avaliação de Tolmasquim, é cedo para fechar previsões. “É fato que o ano começou ruim, mas não podemos dizer se a situação vai ou não se reverter.”

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