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Câmbio » Dólar perde força, mas se mantém a R$ 2,40; Ibovespa cai

Agência Brasil

Publicação: 24/01/2014 15:42 Atualização:

O dólar comercial perdeu um pouco a força, depois de iniciar as negociações desta sexta-feira renovando as máximas de ontem. Pouco depois da abertura, a divisa americana já subia mais de 1% e atingiu a máxima do dia, ao bater em R$ 2,433, uma valorização de 1,24%. Às 11h51, a moeda americana subia 0,16% cotada a R$ 2,405 na compra e R$ 2,407 na venda. Na mínima, o dólar foi cotado a R$ 2,405 (uma alta de 0,08%). No exterior, moedas de países emergentes também mantêm a tendência de desvalorização frente ao dólar.

Segundo analistas, a desconfiança em relação ao crescimento chinês continuou na abertura dos mercados financeiros hoje, e mantém os investidores avessos aos ativos de risco, buscando alternativas mais seguras como os Treasuries (títulos de dez anos do Tesouro americano) e o dólar, num movimento que os analistas chamam de “fly to quality”.

"O dia começou nervoso, mas o estresse diminuiu um pouco. O dado mais fraco da indústria chinesa, divulgado ontem, ainda pesa no radar dos investidores", avalia o economista Silvio Campo Neto, da consultoria Tendências.

Segundo um operador de câmbio, a proximidade da reunião do Federal Reserve (o banco central americano) na semana que vem também traz mais cautela aos investidores em relação aos mercados emergentes, pois aumentaram as apostas em um novo corte nos estímulos à economia americana.

Hoje, o Banco Central deu continuidade a seu programa de ração diária de dólares ao mercado. O BC ofertou 4 mil novos contratos de swap cambial tradicional, totalizando US$ 200 milhões. Depois, rolou mais 25 mil contratos que vencem em 3 de fevereiro, totalizando US$ 1,2 bilhão. Ontem, a ação do BC conseguiu frear momentaneamente a alta do dólar, mas a moeda americana acabou acompanhando a tendência de alta do exterior.

Números mais fracos da indústria da China e um relatório da Pimco, maior gestora de bônus de países emergentes, avaliando que o clima de investimentos no Brasil foi caracterizado em 2013 por qualquer coisa menos "Ordem e Progresso", fizeram ontem o dólar comercial voltar ao patamar de R$ 2,40 e a Bolsa brasileira despencar quase 2%.

Nas Bolsas de Valores, o viés também se mantém pessimista, mas o nervosismo diminuiu um pouco. O Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, se mantém em queda, mas a desvalorização caiu para 0,04% aos 48.301 pontos e volume negociado de R$ 1 bilhão.

Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, Vale PNA sobe 0,53% a R$ 28,31; Petrobras PN cai 0,51% a R$ 15,39; Itaú Unibanco PN se valoriza 0,16% a R$ 29,70 e Bradesco PN recua 0,44% a R$ 26,76.

A maior alta é apresentada pelos papéis ordinários da Fibria, com ganho de 2,93% a R$ 25,68. A empresa se beneficia da alta do dólar, que torna suas exportações mais rentáveis. A maior queda é apresentada pelos papéis ordinários da construtora Brooksfield, que ontem subiram 20% com rumores de fechamento de capital da empresa. Investidores que alugaram ações da empresa foram ás compras para devolver e minimizar os prejuzíos.

Na Europa, as principais Bolsas também apresentam queda nesta sexta. O índice Dax, da bolsa de Frankfurt, se desvaloriza 0,99%. As ações asiáticas atingiram a mínima em 4 anos e meio nesta sexta-feira, mantendo a tendência de queda de ontem provocada pelos dados desanimadores da indústria chinesa. O índice japonês Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 1,94% para mínima de fechamento em um mês, ampliando a queda de 0,8% verificada na quinta-feira.

"A confiança já estava fraca por causa dos dados fracos de empregos dos Estados Unidos divulgados mais cedo neste mês, e a fraqueza foi exacerbada pelos dados chineses", disse Naoki Kamiyama, diretor de estratégia acionária do Bank Of America Merrill Lynch.

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