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Pregão » Na contramão do exterior, dólar recua e vale R$ 2,37; Bolsa sobe

Agência O Globo

Publicação: 23/01/2014 15:44 Atualização:

Em dia de ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e divulgação do IPCA-15 de janeiro, o dólar comercial abriu a sessão em alta nesta quinta-feira (23), mas inverteu o sinal. Às 12h21, a moeda americana se desvalorizava 0,04%, cotada a R$ 2,370 na compra e R$ 2,372 na venda, destoando do exterior onde o dólar avança frente a divisas de países emergentes, como o dólar australiano, o dólar da nova Zelândia e o peso mexicano. Na máxima do dia, a divisa americana foi cotada a R$ 2,382 (alta de 0,42%) e na mínima a R$ 2,374 (alta de 0,04%).

Moedas de países exportadores de commodities recuam frente ao dólar nesta quinta, após um dado mais fraco de atividade industrial na China. O dado chinês também fez as Bolsas asiáticas encerraram em queda. Na Europa, os pregões também têm viés negativo.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial chinesa caiu para 49,6 pontos em janeiro - menor nível em seis meses -, de 50,5 pontos em dezembro, segundo dados preliminares divulgados pelo instituto de pesquisas Markit Economics em parceria com o banco HSBC. Números acima de 50 pontos sugerem expansão da atividade, enquanto valores abaixo desse nível apontam contração.

“As atuações do Banco Central limitaram uma depreciação mais significativa do real”, diz João Paulo de Gracia Correa, da corretora Correparti.

O Banco Central faz mais dois leilões de contratos de swap cambial. No primeiro, ofereceu 4 mil contratos novos, totalizando US$ 197,8 milhões. No segundo, serão rolados 25 mil contratos que vencem em 3 de fevereiro, totalizando US$ 1,2 bilhão.

Operadores também identificaram uma entrada expressiva de dólares, o que faz o comportamento da moeda destoar do exterior.

Hoje o Banco Central também divulgou a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, em que a Selic (taxa básica de juros) foi elevada em 0,5 ponto porcentual, a 10,50% ao ano. No documento, o Comitê afirmou que a “política monetária deve permanecer especialmente vigilante”. Segundo o BC, a inflação ainda mostra resistência “ligeiramente acima da que se antecipava”, o que sinaliza novas altas da taxa de juro.

Com China, Ibovespa recua

O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, abriu em queda, mas inverteu o sinal. Às 12h20, o índice se valorizava 0,39% aos 49.490 pontos. Segundo analistas, a Bolsa brasileira tem sido influenciada pelos dados recentes da economia da China, especialmente as ações da Vale e da Petrobras. Por isso, abriu em queda. Mas hoje o Ibovespa dá continuidade ao movimento de alta verificado ontem (quando o índice subiu 1,56%, amparado pela alta de ações ligadas aos setores de consumo e construção, após um dado mais fraco de inflação medida pelo IPCA-15.

As ações ordinárias da construtora Brooksfield sobem 5,41% a R$ 1,17, a maior alta do Ibovespa. Em seguida, aparecem as ações preferenciais do do Pão de Açúcar, com alta de 2,88% a R$ 99,90 e as ordinárias da Cia. Hering, com ganho de 2,30% a R$ 29,32.

Os papéis da Vale e da Petrobras e da Vale também reduziram as perdas, o que ajudou na recuperação do Ibovespa. Às 12h20, os papéis PNA da Vale recuavam 0,51% a R$ 28,76, enquanto as ações preferenciais da Petrobras perdiam 0,06% a R$ 15,83. Já entre as ações de bancos, Itaú Unibanco PN tinha alta de 1,12% a R$ 30,59 e Bradesco PN subia 0,87% a R$ 27,74.

Juro futuro tem queda com alívio no IPCA-15

Também o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,67% em janeiro, ante taxa de 0,75% registrada em dezembro. As taxas de juros dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) estão em queda, refletindo o dado do IPCA-15. As taxas subiram bastante após o Copom ter elevado a taxa de juro Selic na semana passada. A taxa do contrato de janeiro de 2015 recuava de 11,05% para 10,98% e o papel com vencimento em janeiro de 2017 recuava de 12,47% para 12,39%.

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