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Dificuldade » Com 'juros' de 11,55% ao mês, parcelar IPVA no Rio é mais caro até que cheque especial

Agência O Globo

Publicação: 22/01/2014 16:27 Atualização:

Donos de veículos com final de placa 0 do Rio de Janeiro têm até esta quarta-feira para fazer o pagamento do IPVA referente a 2014. Neste ano, o desconto para quem pagar o imposto em cota única é um pouco maior que o oferecido em 2013: 10%, em vez de 8%. Com isso, na prática, é como se o parcelamento em três vezes acabe tendo juros de 11,55% ao mês, se comparado com a cota única com desconto. O cálculo faz com que financiar o imposto seja a opção menos vantajosa, com "taxa" que chega a superar linhas de crédito caras, como o cheque especial e o cartão de crédito.

A Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro explicou que o financiamento se torna desvantajoso justamente por causa do desconto maior oferecido. No ano passado, o mesmo cálculo levava a uma taxa de 8,96% ao mês, já que o desconto era de 8%. Em São Paulo, onde o abatimento para pagamento à vista é bem menor - de apenas 3% - os "juros" caem para 3,13%, por causa da diferença menor entre o valor cheio (parcelado em três vezes, sem juros) e o valor com desconto.

A conta a ser feita é a seguinte. Como a primeira parcela tem a mesma data de vencimento do pagamento à vista, os juros incidem sobre as duas últimas parcelas. Portanto, caso o IPVA de um carro seja de R$ 1.200, o contribuinte tem a opção de pagar R$ 1.080 à vista ou parcelar em três vezes de R$ 400. Na prática, é como se o valor financiado fosse de R$ 680 (diferença entre o valor à vista e as duas últimas parcelas), a 11,55% ao mês. A conta não inclui outras taxas cobradas, como o seguro obrigatório Dpvat, fixo em R$ 105,65 (pago à vista), e taxas devidas ao Detran-RJ (que podem ser parceladas).

Com isso, até tomar dinheiro emprestado do banco é mais vantajoso. Segundo a pesquisa mais recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), de dezembro, a linha de crédito mais salgada era, naquele mês, a do cartão de crédito rotativo, com juros de 9,37%. Já o cheque especial, conhecido vilão do orçamento, também é mais vantajoso que o parcelamento do imposto, com taxa de 7,97% ao mês, embora utilizar essa modalidade seja desaconselhado, conforme lembrou o professor do Ibmec Roberto Zentgraf.

"No caso do cheque especial, não aconselho, porque essa (7,97%) é uma média. Mas em alguns bancos a taxa pode chegar a 11%, 12%. Seria trocar seis por meia dúzia", alertou o economista

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