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Consumo de energia » Brasil e EUA são novas "estrelas'" do mercado energético, diz economista-chefe da AIE

Agência O Globo

Publicação: 22/01/2014 15:00 Atualização: 22/01/2014 16:36

O mundo vai assistir a uma mudança radical de atores no setor energético nos próximos anos, com exportadores tradicionais no Oriente Médio se transformando em grandes consumidores e antigos consumidores se tornando exportadores, previu Fatih Birol, economista-chefe da Agência International de Energia (AIE), num dos primeiros debates no Fórum Econômico Mundial de Davos. E segundo ele as duas novas estrelas deste mercado serão Estados Unidos e Brasil.

"Se fosse um teatro, eu diria que o papel dos atores de energia está sendo reescrito, com os Estados Unidos e o Brasil se tornando importantes exportadore", disse Birol. Nos cálculos da AIE, o Brasil vai se tornar um “exportador significativo” já em 2015. E os Estados Unidos serão os grandes vencedores, ficando totalmente independentes em termos energéticos.

Isso, disse Birol, terá não apenas consequência para a competividade de várias empresas, como vai mexer com a geopolítica da energia. "Europa e Japão vão ser os grandes perdedores (dessa mudança) se não mudarem suas políticas. A Europa enfrenta um grande problema de investimento em energia. O preço do gás na Europa é 300 vezes maior do que nos Estados Unidos. A Europa esqueceu da competitividade", disse Birol.

Mais de 30 milhões de Europeus são empregados em setores como petroquimicos, que vão perder, alertou o economista da AIE.

Maria das Graças Foster, presidente da Petrobrás, confirmou que vai apresentar os resultados da empresa dentro de 14 dias e se negou a falar agora de metas de produção. "Não tenho o que falar agora", disse.

Durante o debate, ela disse que as mudanças na geopolítica do setor energético no mundo são uma " motivação " para o Brasil. E falou do desafio que isso representa para o país, que vai investir US$ 236 billion em energia nos próximos 5 anos.

"É impressionante em números. Mas é nossa principal motivação. As mudanças na geopolítica da energia estão acontecendo muito rápido. Noventa e cinco por cento do nosso investimento está localizado no Brasil. O crescimento da demanda de petroleo é resultado da impressionante transformação social no Brasil, com inclusão social. É o processo irreversível", disse Foster.

A presidente da Petrobrás disse ainda que etanol não é prioridade para a empresa. Em 2020, segundo ela, o Brasil vai dobrar a produção de petróleo. Em 2035, 6 milhões de barris por dia serão produzidos no Brasil, não apenas pela Petrobrás mas também por seus vários parceiros estrangeiros. Sobre os custos, Foster assegurou: "Somos competitivos", disse, comparando com os Estados Unidos e com o Canada.

Ichita Yamamoto, ministro das Ciências e Tecnologia do Japão, disse que seu país está estudando novas políticas energéticas. Mas avisou: "Vamos reduzir o uso de energia nuclear, mas não vamos acabar com ela", disse.

O desastre nuclear em Fukushima, segundo ele, foi um “trágico alarme” para o Japão.

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