• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Viagens » Demanda de voos domésticos aumenta 6,5%, diz Abear

Agência O Globo

Publicação: 21/01/2014 15:06 Atualização:

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) registrou aumento de 6,5% na demanda em 2013 nos voos domésticos nacionais. A variação é inferior aos 7% registrados no ano anterior. A oferta, por sua vez, cresceu 2% em 2013. Ainda assim, em números absolutos, a diferença entre oferta e demanda durante o ano passado foi significativa. Foram ofertados 115 bilhões de assentos por quilômetro (ASK) e somente 83 bilhões de assentos por quilômetro (RPK) foram consumidos.

"Foi um ano muito difícil para as empresas aéreas, com pressão dos custos do combustível e dólar. Então, a oferta não foi muito aumentada. Ainda assim, mesmo em um ano difícil e desafiador para as empresas, conseguimos registrar crescimento na demanda", comentou na manhã desta terça-feira Adalberto Febeliano, consultor técnico da Abear.

Com a oferta "disciplinada", termo usado pelo consultor, e a demanda crescendo, a expectativa da Abear é de "resultados financeiros melhores" para as companhias aéreas em 2013. Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, ponderou que não dá para dizer se os consecutivos prejuízos registrados pelas empresas nos últimos anos serão revertidos ou apenas diminuído.

Para 2014, a projeção da entidade é que a demanda suba 7,5%, sendo levemente impulsionada pela Copa do Mundo. Para a oferta, o prognóstico é de manutenção do volume dos voos, mesmo com as quase duas mil rotas extras autorizadas pela Anac para o período do evento esportivo. Sanovicz explicou que a entrada desses novos trechos não surte muito efeito porque é compensada pela retirada de outros mais usados por executivos e que não ocorrerão entre junho e julho.

"O que a experiência nos mostra das Copas da África, Alemanha e Londres é de redução no tráfego aéreo. Aqui, 70% ou 75% do trafego cotidiano é corporativo. Esse passageiro tende a diminuir drasticamente no período da Copa. Em parte isso é substituído em parte pelo trafego do evento. Em parte", frisou Sanovicz.

Perguntado sobre se a ausência de outros modais, como ferroviário e rodoviário, além da diferença de tamanho do Brasil em relação à Alemanha, por exemplo, não vai obrigatoriamente sobrecarregar os aeroportos, Sanovicz disse que admitiu ser "fundamental para o sucesso do evento" mas evitou falar em caos ou dor de cabeça para os passageiros. O diretor de segurança e operações de voo da Abear, Ronaldo Jenkins, no entanto, disse que o eminente atraso nas obras de alguns aeroportos, como o de Fortaleza e de Cuiabá, preocupa.

"Isso (atraso), para nós, é bastante preocupante tendo em vista a necessidade de espaço em pátio para estacionar as aeronaves. Se determinados locais não estiverem prontos, teremos problemas para serem enfrentados na Copa. O conforto do passageiros ficará prejudicado em alguns momentos", disse Jenkins.

A Abear representa as principais companhias aéreas, TAM, Gol, Avianca, Azul e Trip. No total, elas transportaram 77,4 milhões de passageiros. A TAM respondeu por 40,16% do mercado e a Gol por 35,63%. A Azul/Trip fechou 2013 com 17,01% e a Avianca, 7,2%. De acordo com a entidade, as duas líderes perderam um pouco de mercado enquanto as duas menores cresceram 1,7% e 1,53% respectivamente.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.