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Crédito » Cheque especial: o vilão das taxas de juros Bancos cobram até 256,33% por ano aos clientes do cheque especial, segundo pesquisa da Proteste

Rochelli Dantas - Diario de Pernambuco

Publicação: 21/01/2014 07:52 Atualização:

Início de ano é sempre uma época de mais despesas. Por isso, o cuidado precisa ser redobrado. Um dos grandes vilões é o cheque especial. Por ser pré-aprovada, esta linha de crédito é uma das principais causas de endividamento dos brasileiros. A armadilha está nas taxas de juros cobradas pelos bancos. Segundo levantamento da Proteste Associação de Consumidores, realizado em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV-SP), o percentual de juros pode chegar a 256,33% ao ano.

O estudo analisou o Custo Efetivo Total (CET) desta modalidade de crédito praticada por seis instituições financeiras. A maior taxa foi encontrada no Citibank (256,33%). “Para fazermos um exemplo prático, caso o consumidor utilize R$ 500 do cheque especial, com CET de 250% e deixar a dívida rolar por um ano, no final de 12 meses a dívida estará em R$ 1,7 mil. É por isso que o endividamento pode ficar maior”, afirmou a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci.

Dos bancos pesquisados, o segundo lugar do ranking com CET mais alto foi ocupado pelo Santander (234,64%), seguido pelo HSBC (234,07%). A taxa mais baixa foi do Banco do Brasil, que tem juros de 119,70% ao ano. A Caixa Econômica Federal não informou o CET da operação e, por isso, não entrou no ranking.

De acordo com Maria Inês, segundo as normas do Banco Central, o CET deve ser informado antes da contratação e precisa incluir todos os custos da operação, como juros, tarifas e encargos. “Esta é uma das operações de crédito mais caras do mercado. Por isso, o consumidor precisa ter cautela. Uma alternativa é recorrer ao crédito pessoal, cujas taxas de juros são mais baixas. Caso não haja saída, é preciso ter total transparência na operação”, orientou. Se o cheque especial for, realmente, a melhor saída, a recomendação é utilizar o recurso por poucos dias. Além disso, o cliente pode pedir o cancelamento desta modalidade a qualquer momento.

Procurada pelo Diario, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) disse que não comentaria a pesquisa. Por nota, a instituição lembrou que o consumidor pode consultar a taxa de juros por instituição no site do Banco Central (www.bcb.gov.br) ou no Sistema de Divulgação e Comparação de Tarifas (Star), da própria Febraban. O Star é um site (www.febraban-star.org.br) para consulta gratuita, que disponibiliza as tarifas bancárias por instituição financeira.
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