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Veículos » Vai comprar um carro? Concessionárias ainda vendem com IPI reduzido

Sávio Gabriel - Especial para o Diario

Publicação: 17/01/2014 11:12 Atualização:

Quem deixou para adquirir um automóvel neste início de ano ainda pode encontrar, em algumas concessionárias, veículos com o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido. A procura tem sido tanta que as revendedoras afirmam que os estoques devem durar, no máximo, até o final do mês. Como as alíquotas do tributo começaram a subir gradualmente em 1º de janeiro, comprar um carro fabricado em 2013 pode significar uma boa economia para o bolso.

Na Autonunes, que comercializa automóveis da Chevrolet, o fluxo de clientes está maior do que o esperado. “Para alguns modelos, a disponibilidade de veículos com a isenção já acabou. A montadora está realizando uma campanha todas as sextas e sábados, e isso tem atraído muitos clientes”, informa o gerente comercial da concessionária, Rogério Araújo. De acordo com ele, a previsão é que o estoque de automóveis com a isenção acabe já na próxima semana.

Já a Disnove, uma das revendas Volkswagen em Pernambuco, ainda possui 75 carros com isenção de IPI no pátio. “São automóveis de diversos segmentos. Dos mais caros aos populares”, informou a vendedora Rebeca Araújo. Segundo ela, o movimento na primeira quinzena de janeiro foi maior, inclusive, que o registrado em dezembro, mês em que as vendas aumentaram devido ao fim do prazo da isenção do IPI.

“Tem muitos clientes que estão aproveitando os preços mais baixos para levar carros com mais itens opcionais”, revelou o gerente geral da concessionária América (revenda Ford), Renato Melo. Ele lembra que além do IPI, os carros fabricados em 2014 estão mais caros por conta da obrigatoriedade do airbag e dos freios ABS. “As pessoas perceberam que esse é um momento ideal para adquirir os veículos. Nosso estoque de carros nesse perfil deve acabar em, no máximo, dez dias”, estimou.

Para o analista financeiro da Faculdade Boa Viagem (FBV), Roberto Ferreira, apesar da economia oferecida pela isenção, é preciso ter cuidado. “As pessoas precisam avaliar se vale a pena levar o modelo. Precisam ter atenção também com a aquisição de itens opcionais desnecessários. Do contrário, o carro pode sair mais caro do que ele seria com a vigência do IPI”, orienta.

A isenção do IPI para os automóveis teve início em maio de 2012, numa tentativa do governo federal de estimular a economia nacional, que sentia os reflexos da crise econômica global. Depois de vários adiamentos, o imposto voltou a ser cobrado a partir de 1º de janeiro, de maneira gradual. Nos carros populares com motor 1.0, por exemplo, a alíquota passou para 3% (até dezembro, a tributação era de 2%). Nos modelos com motorização maior (até 2.0), o aumento foi de dois pontos percentuais (de 7% para 9%). Em junho ocorrerão mais reajustes.

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