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Câmbio » Ibovespa inverte sinal e cai seguindo pregões americanos; dólar vale R$ 2,35

Agência O Globo

Publicação: 16/01/2014 13:57 Atualização:

O dólar se mantém em alta frente ao real, um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar pela sétima vez consecutiva a taxa básica de juro (Selic), de 10% para 10,5% ao ano. A divisa segue movimento verificado no exterior, onde o dólar também sobe frente a moedas de países emergentes. Às 13h08 desta quinta-feira (16), a moeda americana se valorizava 0,08%, negociada a R$ 2,356 na compra e R$ 2,358 na venda. Na máxima do dia, a divisa foi negociada a R$ 2,377 (alta 0,89%) a na mínima foi cotada a R$ 2,348 (queda de 0,33%).

Hoje, o Banco Central começou a rolar os contratos de swap cambial que vencem em 3 de fevereiro e totalizam US$ 11,028 bilhões. A rolagem tirou um fator de incerteza do mercado. A operação foi realizada entre 11h30 e 11h40, e o BC renovou 25 mil papéis (US$ 1,233 bilhão), distribuídos em vencimentos entre agosto e novembro. Também hoje, o BC seguiu com a ração diária de 4 mil novos contratos de swap cambial, e vendeu o equivalente a US$ 198,3 milhões.

“A queda da moeda americana nestes últimos dias foi pontual, com os investidores de olho na entrada de recursos captados por empresas no exterior. Mas a tendência do dólar para médio e longo prazo ainda é de alta. Além da expectativa de redução dos estímulos à economia nos EUA, fortaleceu a moeda o relatório do Banco Mundial elevando a projeção de crescimento para os países ricos, penalizando a China e países emergentes nos próximos dois anos”, diz em relatório Jefferson Luiz Rugik, da corretora de câmbio Correparti.

Hoje, o mercado analisa novos números da economia americana, depois da divulgação do Livro Bege, ontem, sinalizar que os estímulos continuarão a ser retirados. Os dados de hoje confirmam a retomada de fôlego da maior economia do planeta. Os preços ao consumidor subiram 0,3% em dezembro frente a novembro. E o número de pedidos de seguro-desemprego recuou em 2 mil para 326 mil. Analistas esperavam que o número ficasse em 333 mil.

Bolsa inverte sinal e passa a cair

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, mas perdeu força próximo de 13 horas, com a abertura negativa das Bolsas americanas. Às 13h10, o índice recuava 0,06% aos 50.075 pontos e volume negociado de R$ 1,8 bilhão. O Ibovespa sobe puxado por ações da Vale. Os papéis ON têm ganho de 2,03% a R$ 33,11, a terceira maior alta do Ibovespa, enquanto as ações PNA da mineradora avançam 1,48% a R$ 30,69. Os papéis preferenciais da Bradespar, que tem participação na Vale, avançam 1,87% a R$ 22,83, a quinta maior alta do pregão.

O relatório do Banco Mundial com previsão mais otimista para o crescimento mundial, puxa as commodities metálicas. Também um relatório do Citi Research mostra otimismo com o setor de mineração pela primeira vez em três anos.

Entre as demais ações mais negociadas do índice, Itaú Unibanco PN cai 1,12% a R$ 30,87 e Bradesco PN perde 0,64% a R$ 27,67.

Depois de subir mais de 2% ontem, as ações preferencias da Petrobras estão em queda de 1,18%, negociadas a R$ 15,85. Ontem, o mercado reagiu à notícia publicada pelo jornal “Folha de S. Paulo” de que um novo reajuste de combustíveis estaria programado para junho, com chance de ser antecipado para março. Em nota, a Petrobras desmentiu a informação e o Ministério das Minas e Energia pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que investigue o caso. Os papéis ordinários da petrolífera que subiram 3%, hoje recuam 1,58% a R$ 14,88.

Nesta quinta, a Petrobras respondeu ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reafirmando que não existe decisão sobre o aumento de preços dos combustíveis. A companhia informou que, caso haja alguma informação relevante sobre o tema, “comunicará tempestivamente ao mercado”, em cumprimento à legislação vigente.

Juros futuros sobem seguindo alta da Selic

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) começaram o dia em alta, refletindo a elevação da Selic. Também influencia o movimento dos juros futuros hoje, o resultado das vendas no varejo no Brasil, que subiram 0,7% em novembro, frente a uma expectativa de 0,4% do mercado. A taxa do contrato de DI com vencimento em janeiro de 2015 subia de 10,72% para 10,92%, enquanto a taxa do contrato com vencimento em julho de 2014 subia de 10,45% para 10,67%.

Copom dá continuidade ao aperto monetário

Em sua primeira reunião do ano, o Copom deu continuidade ao ciclo de aperto monetário iniciado em abril, quando os juros estavam no valor mínimo histórico de 7,5% ao ano. A decisão foi unânime e a taxa segue sem viés, de acordo com comunicado do BC. Segundo analistas, uma alta de apenas 0,25 na Selic não seria bem digerida pelo mercado, já que a inflação continua pressionada. Com uma alta de juro mais forte, o governo mostra compromisso no combate à alta dos preços, segundo o mercado.

O cenário de inflação mais desafiador que o esperado pode levar o BC a elevar em mais 0,25 pp a Selic na reunião de 25 de fevereiro, segundo estimativas do banco Goldman Sachs. Se a inflação ainda não apresentar recuo, o relatório do banco ainda destaca a possibilidade do BC dar continuidade ao ciclo de altas, com aumento de mais 0,25 ponto percentual na reunião do Copom de abril.

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