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Desaceleração » Banco Mundial vê expansão do Brasil abaixo da média global em 2013 e 2014

Agência O Globo

Publicação: 15/01/2014 14:01 Atualização:

O Banco Mundial estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve expansão de 2,2% em 2013 e que o crescimento será de 2,4% em 2014, de acordo com seu relatório bianual “Perspectivas Econômicas Globais” divulgado na terça-feira. O resultado nos dois anos seria portanto abaixo da média do crescimento global - de 2,4% e 3,2%, respectivamente - calculada pela instituição.

O resultado do Brasil fica também abaixo do crescimento previsto para a América Latina e o Caribe, de 2,9% em 2013 e 3,2% em 2014. O Banco Mundial cita que o comércio global estrangulado, as condições financeiras mais apertadas e um mercado de commodities menos aquecido deixou muitos países da região com crescimento "relativamente fraco".

Segundo a instituição, a expansão da demanda doméstica foi moderada, "notadamente no Brasil". O PIB do país só deverá acelerar e se igualar à média da região em 2016, com crescimento de 3,7%. Em 2015, o crescimento previsto é de 2,7%, enquanto a média da América Latina e do Caribe seria de 2,9%.

O Banco Mundial fez um alerta dos possíveis impactos políticos das eleições deste ano na condução das economias de diversos países, entre eles o Brasil:

"No entanto, o assustador desafio político representado pela implementação das medidas necessárias - tanto no curto prazo para impulsionar a estabilidade econômica durante a transição para taxas globais de juros mais elevadas e de longo prazo para aumentar o potencial de crescimento - pode se tornar ainda mais difícil considerando as eleições em vários destes países que foram os mais testados durante o verão, incluindo África do Sul, Tailândia, Turquia, Indonésia, Brasil e Índia".

O documento elogia o Chile, que tem se beneficiado "de décadas de gerenciamento econômico macroprudencial", e apesar da forte demanda doméstica, não mostra sinais de bolhas de crédito, a inflação está abaixo da meta e há "amplo espaço fiscal" para turbinar a economia em caso de choques externos. E critica o Brasil:

"No Brasil, em contraste, a confiança dos consumidores e dos investidores tem se enfraquecido, por causa do pobre gerenciamento macroeconômico e políticas governamentais intervencionistas, ao mesmo tempo que os números do comércio exterios se deterioraram, em linha com os preços declinantes de metais e produtos agrícolas", escreveram os pesquisadores.

O Banco Mundial elevou na terça-feira sua previsão de crescimento global pela primeira vez em três anos, na medida em que as economias avançadas começam a acelerar o ritmo, lideradas pelos Estados Unidos. A perspectiva mais otimista sugere que a economia global está finalmente se libertando de uma longa e lenta recuperação após a crise financeira global.

Na última estimativa do banco, em junho, ele esperava que o crescimento global atingisse 3% em 2014.O banco afirmou que a economia global chegou a um “ponto de inflexão”, uma vez que a austeridade fiscal e as incertezas políticas não pesam mais com tanta força na maioria das economias mais ricas. O banco espera crescimento mais forte nos Estados Unidos em particular, de 2,8% em 2014, ante 1,8% no ano passado.

“Pela primeira vez em cinco anos, há indicações de que uma recuperação autossustentável começou entre país de renda alta --sugerindo que eles podem agora se juntar a países em desenvolvimento como um segundo motor de crescimento na economia global”, afirmou, no relatório, o economista-chefe do banco, Kaushik Basu.

O banco mais uma vez cortou suas estimativas para países em desenvolvimento, para 5,3% em 2014, ante 5,6% previstos em junho. Para o Brasil, a projeção é de crescimento de 2,4% em 2014, ante 2,2% estimados para o ano passado. Os mercados emergentes cresceram no ritmo mais lento em uma década nos últimos dois anos, depois de conseguirem taxas de crescimento de cerca de 7,5% antes da crise financeira global em 2008.

Andrew Burns, principal autor do relatório, disse que o crescimento antes da crise reflete fatores cíclicos.

"Estamos entrando em uma nova fase em que países em desenvolvimento estão crescendo a uma taxa muito mais próxima de sua taxa sustentável intrínseca de crescimento", disse ele a repórteres.

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