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Otimismo » Inadimplência no varejo desacelera e cresce 2,33% em 2013, apontam SPC e CNDL

Agência O Globo

Publicação: 14/01/2014 16:06 Atualização:

Com o aumento das taxas de juros, a inadimplência no país desacelerou em 2013 e cresceu 2,33% em comparação ao ano anterior, que mostra forte desaceleração na taxa de calotes, já que em 2012 a inadimplência acumulou alta de 12,18%. Os dados foram divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), nesta terça-feira. Segundo o levantamento, o total de devedores no país vem recuando há quatro meses. Em dezembro de 2013, a inadimplência caiu 4,44% em comparação ao mesmo mês de 2012, e em comparação a novembro, a inadimplência também mostrou recuo, de 1,73%.

Na avaliação dos economistas das duas entidades, a inadimplência veio em forte ascensão até o final do primeiro trimestre do ano passado, mas a tendência se inverteu a partir de abril, quando o Banco Central passou a aumentar sucessivamente a taxa básica de juros da economia, o que encareceu a tomada de crédito no país. Isso impactou o varejo e levou a uma desaceleração nas compras a prazo.

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, com o custo maior do crédito e maior rigor dos lojistas, a inadimplência tende a cair.

"O spread bancário maior e a menor confiança dos comerciantes sugerem que a concessão de crédito está mais rigorosa. O atual cenário é de um consumidor retraído para novas compras e forçado a adequar o próprio orçamento frente a um novo ambiente econômico", disse Pellizzaro.

Neste ano, o crédito ainda com juros mais altos e projeções de queda na geração de empregos devem manter a inadimplência mais baixa, semelhante à registrada em 2013.

"Para 2014, projetamos uma taxa de inadimplência semelhante a do ano passado, mas com viés de alta, uma vez que pela primeira vez em vários anos a perspectiva é de uma inversão no panorama positivo do mercado de trabalho", afirma Pellizzaro Junior.

As vendas no ano também ficaram abaixo do esperado pelo setor, com alta de 4,12% em 2013, contra crescimento de 7,16% registrado em 2012. Esse cenário de piora da economia do país impactou as vendas no varejo, que cresceram 2,9% em dezembro de 2013 ante mesmo mês de 2012. Em dezembro de 2012, as vendas haviam crescido 5,37% ante o mesmo período de 2011.

Na comparação com novembro de 2013, as vendas registraram alta de 28,65%, dado que apesar de alto, está abaixo do que é registrado geralmente para o período.

Para a economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, em 2013 o varejo não contou com os mesmos fatores macroeconômicos que ajudaram a aquecer o setor nos anos anteriores, como os altos índices de geração de emprego, expansão da renda real e a larga oferta de crédito mais barato. Em 2013, os juros mais altos dificultaram as compras parceladas, aponta a CNDL, que também cita a inflação como fator que prejudicou as vendas, com redução da renda do consumidor.

Para 2014, Pellizzaro acredita que as vendas a prazo no varejo terão crescimento menor que o de 2013, e deve chegar a 4%, já descontada a inflação. Nem a Copa do Mundo deve ajudar nesse movimento, já que o presidente da CNDL afirma que o crescimento da atividade não será disseminado de forma igual nos diversos segmentos do varejo.

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