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Pregão » Após intervenção do Banco Central, dólar recua a R$ 2,35

Agência O Globo

Publicação: 13/01/2014 11:09 Atualização:

O dólar comercial abriu as negociações desta segunda-feira (13) em queda frente ao real e ampliou a desvalorização após o Banco Central realizar o leilão diário de contratos de swap cambial, uma operação que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro. Às 11h04, a moeda americana estava sendo negociada a R$ 2,351 na compra e R$ 2,353 na venda, uma baixa de 0,50%, e a menor cotação em duas semanas.

“O dólar por aqui está descolado do comportamento no exterior, já que se valoriza frente a outras divisas. O mercado está reagindo ao anúncio do BC de que vai rolar os US$ 11 bilhões em contratos de swap cambial, que vencem em fevereiro. Com isso, o BC tirou um fator de incertza”, diz um operador.

Nesta semana, o Banco Central vai iniciar a rolagem dos contratos de swap cambial, que vencem em 3 de fevereiro. Os detalhes da rolagem serão divulgados na quarta. Hoje, no leilão de contratos de swap cambial, o BC vendeu os quatro mil contratos totalizando US$ 199,2 milhões.

Na máxima do dia, a divisa subiu até R$ 2,363 (queda de 0,08%) e na mínima bateu em R$ 2,352 (baixa de 0,54%). Na sexta, após dados mais fracos do mercado de trabalho americano, o dólar recuou mais de 1%.

Nesta segunda, o dólar volta a subir frente a divisas de países emergentes, como o peso mexicano, a lira turca e o rand sul-africano, depois da queda de sexta, provocada pelo número mais fraco de novas vagas criadas nos Estados Unidos.

Bolsa está em alta seguindo exterior

Em dia de agenda fraca de indicadores econômicos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deverá seguir os mercados externos. O Ibovespa, índice de referência do mercado brasileiro, abriu a sessão em alta e às 11h04 se valorizava 0,28% aos 49.834 pontos e volume negociado de R$ 395 milhões.

Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, Vale PNA sobe 0,29% a R$ 30,18; Petrobras PN tem ganho de 0,06% a R$ 15,99; Itaú Unibanco PN sobe 0,32% a R$ 31,01 e Bradesco PN avança 0,94% a R$ 27,88.

A maior alta é apresentada pelos papéis PNB da Cesp, com ganho de 2,19% a R$ 21,46, enquanto a maior desvalorização é dos papéis ordinários da Qualicorp, com baixa de 1,77% a R$ 20,48.

O conselho de administração da mineradora MMX aprovou a proposta de grupamento de ações na proporção de seis para uma ação. O total de ações ordinárias da companhia passará de 973.227.439 para 162.204.573. Segundo documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), acionistas que possuírem frações de ações receberão uma doação para que cada um receba um número inteiro de papéis. Os papéis ordinários da mineradora recuam 1,0% a R$ 0,71.

Na Europa, Bolsas se valorizam puxadas por ações de bancos

Na Europa, as principais Bolsas sobem, puxadas principalmente pelos papéis do setor bancário, devido a medidas de maior flexibilização dos reguladores do setor sobre o crédito, diminuindo rumores de que haja restrição de crédito no continente. O índice Dax, principal indicador da Bolsa de Frankfurt, tem alta de 0,28%.

Na agenda de hoje nos Estados Unidos está prevista a divulgação do resultado das contas públicas do país referentes ao mês de dezembro. Não há indicadores previstos na Europa. O mercado aguarda a divulgação, na quarta-feira, do Livro Bege, um compêndio de informações da economia americana, elaborado pelo Federal Reserve, o banco central americano.

Juros futuros abrem em alta

No mercado de juros futuros, as taxas dos depósitos interfinanceiros (DIs) abriram em alta na BM&FBovespa. A taxa do DI com vencimento em janeiro de 2015 subia de 10,61% para 10,67%, seguida pela taxa do DI para janeiro de 2017, que passava de 12,22% para 12,23%. Depois da surpresa do IPCA, índice oficial de inflação que terminou 2013 em 5,9%, acima da previsão do mercado, os investidores voltam suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana. O mercado aposta numa alta da Selic, a taxa básica de juro, entre 0,25 e 0,50 ponto percentual. A Selic atualmente está em 10% ao ano.

No relatório Focus de hoje, os economistas ouvidos pelo BC elevaram a expectativa para IPCA para 2014, de 5,97% para 6%, mas mantiveram a projeção de 5,50% do IPCA para 2015, conforme a estimativa da semana anterior. A estimativa para a Selic ficou estável em 10,50% ao ano ao final de 2014.




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