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Anfavea » Venda de veículos novos no Brasil em 2013 cai pela 1ª vez em 10 anos

Agência O Globo

Publicação: 07/01/2014 15:51 Atualização: 08/01/2014 09:36

As vendas de veículos novos no Brasil caíram pela primeira vez em 10 anos, informou nesta terça-feira a associação das montadoras, a Anfavea. O recuo foi de 0,9% em 2013 ante 2012, a 3,77 milhões de unidades, o que confirma o dado anunciado na semana passada pela entidade que representa as concessionárias, a Fenabrave.

As vendas de dezembro subiram 16,8% sobre novembro, com queda de 1,5% ante igual mês de 2012, a 353,8 mil unidades. O presidente da Anfavea, Luiz Moan, classificou o resultado como "um empate" técnico, já que representaria o equivalente a dois dias de vendas.

"Parte dessa queda se deve à seletividade do crédito. Tivemos um ano bastante difícil nessa questão, mas tenho a convicção que, em 2014, o estoque de crédito aumente entre 4% e 5%, estimulando a nossa atividade", analisou, em entrevista coletiva em São Paulo.

Apesar da redução nas vendas nas concessionárias, a produção de veículos cresceu 9,9%, totalizando 3,74 milhões de unidades. A variação é recorde histórico do setor, segundo frisou Moan.

"Tivemos um desempenho excepcional em termos de produção. Boa parte disso em função do Inovar Auto. Tenho certeza que nossa produção vai continuar crescendo até, pelo menos, 2017", detalhou o presidente da Anfavea.

Em dezembro, a produção caiu 18,6% sobre novembro e 12,1% sobre dezembro de 2012, a 235,9 mil unidades.

Para 2014, no entanto, a projeção da entidade é de uma freada no ritmo da produção, que deve crescer apenas 0,7% na comparação com 2013, ou 25 mil unidades a mais, saindo dos atuais 3,740 milhões de unidades para 3,765 milhões.

O motivo do recuo na velocidade, segundo Moan, é sobretudo por conta do menor número de dias úteis de 2014 e também pela cota mais robusta no volume de importações permitidas pelo Inovar Auto neste ano.

Ele descartou a possibilidade de o setor automobilístico ser beneficiado novamente com desonerações pontuais, como foi feito ao longo dos últimos anos com a redução do Imposto sobre Produto Industrializados (IPI).

Embora defenda que o governo promova uma ampla reforma tributária, para auxiliar na redução dos preços dos carros, Moan disse estar convicto que o governo, agora, quer fazer o PIB crescer a partir de investimentos em bens de capital e infraestrutura.

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