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Finanças » Com o orçamento em dia, é hora de planejar os melhores investimentos para 2014 Mercado de ouro, poupança e fundos pós-fixados devem ser boas opções. Copa do Mundo e eleições também vão influenciar

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 04/01/2014 08:00 Atualização: 03/01/2014 23:43

 (Alexandre Coelho/EM/D.A Press)

O ano de 2014 está apenas no início e por isso mesmo este é um bom momento para planejar as finanças e vislumbrar os investimentos com melhores tendências de rendimentos dos próximos meses. O mercado financeiro é bastante instável, exigindo atenção e acompanhamento, mas há opções para quem tem o perfil mais conservador na hora de aplicar. Quem dá as dicas é o economista Marcelo Barros, colaborador do Blog Lições de Bolso.

"Para quem tem o perfil mais conservador a ‘velha’ poupança deve voltar a ser uma aplicação atraente, por conta da alta da Selic. Sempre que a taxa básica de juros está acima de 8,5%, o rendimento é calculado em 0,5% mais a Taxa Referencial (TR) e com a Selic em 10%, com tendência de alta, os ganhos da poupança devem ser melhores em 2014", considera Barros.

Outro investimento para os conservadores na hora de investir é o mercado de ouro. Segundo o economista, apesar de ter apresentado queda na cotação nos últimos dois anos, o ouro é um “porto seguro” cujo mercado vem se recuperando.

Também por conta da elevação da Taxa Selic, o economista não indica os fundos de renda fixa e considera que as aplicações em títulos pós-fixados, os chamados D.I., terão melhores resultados este ano. "Quem fizer investimentos em D.I. pode aproveitar essa alta da Selic".

Copa do Mundo e eleições

Quem costuma investir em bolsa de valores sabe que é o tipo de aplicação volátil e de longo prazo (cinco anos pelo menos). Se em 2013, o mercado financeiro não foi uma boa opção, com resultado negativo de 23%, em 2014 os investimentos em bolsa devem se recuperar, de acordo com Marcelo Barros, principalmente por conta de dois acontecimentos que prometem impulsionar o crescimento do país: a Copa do Mundo e as eleições.

"São duas coisas que devem deixar o mercado financeiro otimista. A Copa do Mundo é um evento que deve ter impacto positivo na economia em vários setores. E também o fato de ser um ano eleitoral, quando há um aumento dos gastos por parte dos governos, também aponta para um crescimento maior do país. A bolsa de valores já começa a reagir", analisa.

Barros ainda argumenta sobre os fundos imobiliários. Apesar de o mercado estar num processo de reacomodação e de a promessa de ganhos não ser tão expressiva, o economista ainda considera uma boa opção. Já os fundos ligados à produção agrícola (também com tendência de bons resultados) demandam maior atenção dos investidores.

"O preço dos alimentos vem subindo e pode ser uma opção interessante, mas precisa ter mais de atenção, principalmente por conta das questões climáticas. É preciso acompanhar de perto o mercado para não ser surpreendido", finaliza.


 (Taís Nascimento/Arte DP)

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