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Economia » Inflação acumulada no real é de 341% No Recife, que ocupa a quarta posição no ranking, o IPCA subiu 325,13% no período, de acordo com o IBGE

Publicação: 02/01/2014 07:56 Atualização:

O Plano Real é comemorado por ter dado um fim à inflação galopante que assolou a economia brasileira durante anos. Mas, desde julho de 1994, quando a atual moeda começou a circular, até 30 de novembro de 2013, data do último balanço do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 341% no país. Das 11 capitais pesquisadas, a escalada dos preços foi maior em Belo Horizonte (342,96%) e menor em Fortaleza (295,82%). No Recife, que ocupa a quarta posição no incômodo ranking, a carestia chegou a 325,13% no período.

O combustível doméstico (gás de cozinha) teve a maior inflação acumulada no período: 907,98%. A gasolina, segundo item de maior peso na composição do IPCA – o primeiro é a refeição – aumentou 400,80%. Com quatro carros em casa, a empresária Valéria Brito, 39 anos, diz que os gastos com o abastecimento dos veículos são o de maior peso no orçamento. O desembolso chega a R$ 2,5 mil mês. “Nessas duas décadas em que possuo carro, sempre gastei muito com gasolina, mas nos últimos anos as despesas aumentaram a um ritmo maior”, conta.

A evolução do preço dos alimentos na era do real também afetou o bolso dos brasileiros. O servidor Arlindo Marques, 56, tem no supermercado a maior fonte de despesas. Ele calcula despender R$ 2 mil por mês em compras, 70% em alimentação. “Tudo está encarecendo. Eu me lembro que, em 1994, quando o Plano Real foi instaurado, um saco de feijão custava R$ 0,80. Hoje, eu pago R$ 6 reais no mesmo pacote.”

Entre os alimentos que mais subiram desde 1994, estão a carne (390,46%) e os pescados (577,61%). Alimentação fora de casa e aluguéis também dispararam, 445,83% e 808,58%, respectivamente. No período, o preço do transporte público subiu 666,58% e tal aumento, associado ao péssimo serviço oferecido à população, foi o estopim para as manifestações que tomaram conta do país e levaram milhares de brasileiros às ruas em junho para protestar. (Do Correio Braziliense)
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