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Retrospectiva » Dez tópicos para lembrar o que aconteceu na economia em 2013

Publicação: 31/12/2013 12:37 Atualização:

 (Samuca/DP)
PEC das Domésticas


Após 25 anos de luta, as domésticas conquistaram os mesmos direitos dos demais trabalhadores com a aprovação da PEC das Domésticas. Jornada de 44 horas semanais, horas extras, seguro-desemprego, adicional noturno, FGTS são alguns benefícios alcançados pela categoria. Surge um novo marco nas relações entre patrões e domésticos no Brasil. A lei precisa ser regulamentada pelo Congresso Nacional e fiscalizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). É o que esperam 7,2 milhões de empregados domésticos brasileiros.

Eike babado!

O personagem econômico do ano no país foi Eike Batista. A vida não está nada fácil para o empresário, que chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo. A fortuna de bilhões caiu para milhões. As empresas do conglomerado X entraram em recuperação judicial. Eike acabou eleito o pior presidente de empresa do mundo em 2013 pela revista Fortune. Até o navio dele, o Pink Fleet, com 54 metros de comprimento e capacidade para 400 passageiros, deve ser desmontado e vendido como sucata.

Suspeita de pirâmide

As empresas suspeitas de praticarem formação de pirâmide financeira foram alvo do Ministério Público e da Justiça. Telexfree, BBom e Priples recrutaram juntas mais de 1,5 milhão de pessoas. Mas o formato das empresas foi considerado pelo MP um crime contra as relações de consumo. As empresas tiveram os bens bloqueados e novas adesões foram proibidas. Somente da Telexfree foram mais de dez recursos de tentativas de ter as atividades liberadas. Todos negados pela Justiça. Primeiro, os divulgadores foram às ruas protestar. E alguns divulgadores, em processo individual, conquistaram o benefício de terem os valores investidos devolvidos pelas empresas, assim que os processos forem concluídos.

 (Honório Moreira/OIMP/D.A Press)
O tomate e a inflação


Cobiçado pelos ladrões, pago no cartão de crédito, entregue no lugar das barras de ouro por Sílvio Santos. No primeiro semestre de 2013, o tomate virou o vilão nacional. Em Pernambuco, o produto aumentou mais de 200% em relação na Ceasa. Na Semana Santa, o quilo chegou a R$ 8 nas feiras livres. Mas o “fenômeno” foi nacional. Reflexo da quebra da safra no Sul do país. Em São Paulo, uma cantina italiana baniu o tomate do cardápio. O proprietário divulgou um manifesto no Facebook. As charges e piadinhas sobre o preço exorbitante do vermelho que satisfaz logo invadiram a web.

Refinaria 100% brasileira

Sem nunca ter recebido os recursos prometidos pela estatal venezuelana PDVSA, a Petrobras resolveu assumir de uma vez por todas o projeto da Refinaria Abreu e Lima, que está já atinge 83% de conclusão no Complexo Industrial Portuário de Suape. Pelo acordo firmado em 2005, o Brasil assumiria 60% dos gastos e a Venezuela, os 40% restantes. Em outubro, o projeto foi incorporado pela estatal brasileira, deixou de existir como empresa e tornou-se uma unidade de negócios da própria Petrobras. A decisão terá um alto peso nos cofres púbicos. Inicialmente, o projeto foi orçado em R$ 5,3 bilhões. Mas os gastos já estão em R$ 36 bilhões.

Transnordestina fora dos trilhos

A implantação da ferrovia Transnordestina enfrentou muitos entraves em 2013. A construtora Norberto Odebrecht cancelou o contrato com a Transnordestina Logística (TLSA) e saiu da obra. A divergência mútua em contratos tratava principalmente de falta de reajustes no valor total. Até hoje, o governo federal não divulgou oficialmente as construtoras que vão remobilizar os canteiros. Orçada inicialmente em R$ 5,4 bilhões, o primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de 2013 apresentou o novo valor de R$ 7,5 bilhões para a entrega dos 1.728 quilômetros da malha ferroviária. No segundo semestre, foi a vez do prazo ser revisto e a Transnordestina vira promessa apenas para 2016.

 (Paulo Paiva/DP/D.A Press)
Fiat com equipamento


O projeto da Fiat em Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco, começa a ganhar forma. Em setembro, desembarcou no Porto de Suape a primeira linha de prensa, considerado o coração da fábrica. Foram necessários dois navios para trazer os dois mil volumes que formam o equipamento. A segunda e última linha de prensa chegou em novembro. As prensas são a parte da fábrica que transforma as chapas de aço em peças da carroceria dos veículos. Os equipamentos são grandiosos e variam de 100 quilos a 130 toneladas. Os volumes ainda estão sendo transportados para Goiana. O transporte só deve ser concluído em fevereiro. A montagem do equipamento acontece de forma simultânea.

Planos de Saúde

A inclusão de 27 novos testes genéticos no rol de coberturas dos planos de saúde privados ampliou as chances de prevenção e cura das doenças hereditárias de 47 milhões de usuários. Outro avanço das regras de regulação da saúde privada foi a obrigatoriedade de as operadoras fornecerem os medicamentos de uso domiciliar para o tratamento de câncer. Por outro lado, os usuários foram prejudicados com troca compulsória de operadora, provocada pela alienação de carteira. Um exemplo: clientes da Golden Cross transferidos à revelia para a Unimed Rio. A regulação do setor precisa ser mais clara e eficiente.

Mais tempo para se aposentar

Mais tempo no batente para se aposentar. O de 2013 passou e o fator previdenciário continua firme e forte na vida dos brasileiros. A regra da aposentadoria obriga o trabalhador a pendurar as chuteiras mais tarde e ficar mais velho para aumentar o valor do benefício. Pelos cálculos dos atuários, com a nova tábua de vida do IBGE, o cidadão com idade de se aposentar terá de ficar, em média, mais 143 dias (cinco meses) no emprego para zerar as perdas. Uma boa nova é que a Justiça bateu o martelo no prazo de dez anos para a desaposentação. Com a decisão, o aposentado pode desistir da aposentadoria atual para conseguir uma renda melhor.

Emprego e renda

Baixas taxas de desemprego com menos dinheiro no bolso. A retração da atividade econômica e a diminuição das projeções do Produto Interno Bruto (PIB) – previsto para fechar 2013 com taxa de 2,3% – desaceleraram a criação de postos de trabalho com carteira assinada no país. A renda média do trabalhador cresceu menos em 2013, fruto da oferta maior de mão de obra com menor qualificação. Surge o fenômeno nem-nem. São os jovens que não estudam nem trabalham e formam uma geração perdida.

Textos: André Clemente, Rochelli Dantas, Rosa Falcão e Tatiana Nascimento

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