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Em 2014 » Alimentação terá impacto menor na inflação

Agência Brasil

Publicação: 29/12/2013 08:55 Atualização: 29/12/2013 09:02

Rio de Janeiro - Responsável por boa parte da inflação do ano, o grupo alimentação subiu 9,28% em 2013 no fechameno do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para 2014, o item alimentação continuará pressionando a inflação, mas em uma escala menor do que em 2013.

Segundo o economista do Ibre, André Braz, "alimentação foi uma das despesas que mais contribuíram para a inflação de 2013". A alimentação é medida dentro e fora de casa. Acrescentou que o impacto é maior para as famílias de baixa renda, que "gastam cerca de 30% do orçamento familiar na compra de alimentos", observou.

O ano de 2014 começa com a previsão de alta nos produtos in natura como hortaliças, legumes e frutas. Nesta época do ano, a chuva e o calor interferem na produção e os preços sobem. "Essa variabilidade de clima no verão prejudica muito a oferta desses alimentos e, por consequência, passamos um período de aumento de preços. Isso deve vigorar de janeiro a março. Já os outros alimentos, como arroz, feijão e carne não têm previsão de que continuem subindo de preço. É provável que haja um alento ali", analisou.

A previsão é que, durante o ano, a oferta de alimentos seja mais regular do que em 2013 e, dessa forma, o aumento dos preços dos alimentos em 2014 pode ser menor do que o registrado este ano, apesar de ainda causar impacto na inflação. "Ainda assim a gente acredita que o item alimentação vai continuar respondendo por parte da inflação, mas há uma expectativa de uma variação mais baixa do que a acumulada em 2013", destacou.

Por causa dessas variações, o economista orientou o consumidor para sempre aproveitar as oportunidades que o mercado oferece. Como existe muita concorrência no setor, o varejo sempre promove promoções. Braz deu ainda outras dicas para o consumidor gastar menos.

"O consumidor pode evitar grandes compras do mês, privilegiando as compras semanais justamente para ter tempo de comparar preços e aproveitar as unidades em promoção. Trocar as marcas líderes por marcas que estão entrando no mercado e guardam qualidade. E não abrir mão de consumir determinados produtos e pagar menos por ele. Deve também privilegiar produtos da estação. É sempre uma boa estratégia para gastar um pouco menos", aconselhou.

IPC
O IPC mede a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com nível de renda situado entre um e 33 salários mínimos mensais. Além da alimentação, há sete classes de despesa no IPC: habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, transportes, despesas diversas e comunicação.
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