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Corrida contra o tempo » Consumidor aproveita os últimos dias de IPI menor para comprar carro

Correio Braziliense

Publicação: 27/12/2013 08:55 Atualização: 27/12/2013 12:09

Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press/Arquivo
Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press/Arquivo
O anúncio do aumento gradual do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros a partir de janeiro, de 2% para 3% no caso dos populares (motor 1.0), provocou uma corrida de consumidores às concessionárias. Mesmo sem a certeza de fecharem as compras, muitas pessoas foram em busca de informações para ver se ainda é possível adquirir um automóvel a preços competitivos.

A expectativa é grande. Que o diga o estudante Luiz Eduardo Junqueira, 28 anos, que, há mais de um mês, começou a pesquisar preços para a troca do carro. “Visitei cinco concessionárias desde então. Como não quero pagar mais em 2014, vou aproveita agora o IPI menor e levar o automóvel novo para casa”, afirmou. A mesma coisa disse o militar Higor Samuel de Souza, 21. “Se eu deixar para depois, ficará complicado, ainda mais diante de um alta gradual de imposto”, emendou. Nem mesmo o fato de, a partir de janeiro, todos os veículos serem obrigados a saírem das fábricas com itens de segurança como air bag e freio ABS inibiu as compras.

Já o fotógrafo Adailton Matos, 39, ainda está na dúvida. “Estou comparando os preços. Não dá para fazer nada apressado. De qualquer forma, farei tudo para fechar negócio antes de 2014. Quero um carro com IPI reduzido”, disse. Na avaliação dele, que pretende adquirir um veículo 2.0, pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no próximo ano pode resultar em um gasto adicional de R$ 3 mil. “Não é pouco”, frisou.

Em meio à leitura das cláusulas contratuais, o auxiliar de manutenção Reginaldo Melo, 46, nem se atentou para o IPI reduzido antes de fechar a compra do primeiro carro ontem. “Comprei mais por uma questão de necessidade. Mas o vendedor avisou que estou economizando aproximadamente R$ 2,5 mil em relação ao valor que pagaria pelo mesmo veículo se deixasse a compra para o próximo ano”, disse.

Movimento maior

Na opinião de Conrado Aires, gerente comercial de uma concessionária Fiat, a alta do IPI veio em um momento ruim. “Se o Estado não tinha mais como segurar o imposto, que o anúncio tivesse vindo antes, e não próximo do fim de ano”, assinalou. Para ele, a divulgação, feita na última terça-feira, véspera do Natal, não favorece nem o consumidor nem o comerciante. “O cliente não teve tempo hábil para se organizar financeiramente. Muitos gastaram além do que estava planejado no orçamento”, emendou.

A estimativa é de que os pátios das concessionárias fiquem mais movimentados amanhã. Pedro Sena, gestor de veículos novos de uma concessionária Chevrolet, afirmou que, aos sábados, o fluxo de clientes chega a ser o triplo quando comparado ao restante da semana. “Não tenho dúvidas de que as lojas ficarão cheias. Quem for financiar o carro, mas deixar para comprar na próxima semana, poderá enfrentar dificuldades em ter o cadastro de crédito aprovado”, alertou. “Mesmo com nome limpo, a pessoa pode levar 24h para ter o financiamento autorizado. O faturamento vai até o dia 30 e, no dia seguinte, as concessionárias não abrem”, emendou João Paulo Monteiro, gerente financeiro de uma loja da Peugeot.

Segundo o Ministério da Fazenda, o IPI para carros zeros com motor 1.0 subirá, a partir de 1º de janeiro de 2014, de 2% para 3%, taxa que vigorará até 30 de junho, passando, depois, para 7%. Já nos veículos com até 2 mil cilindradas, modelos flex, o tributo saltará de 7% para 9% e, em 1º de julho, para 11%. Nos automóveis mais potentes a gasolina, o imposto terá incremento de 8% para 10% e 13%, respectivamente.

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