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Funcionalismo federal » Mais uma seleção na Esplanada: Ministério do Turismo abre 52 vagas

CorreioWeb

Publicação: 26/12/2013 10:28 Atualização:

Os concurseiros têm mais um incentivo para não mudar o ritmo de estudos durante o fim de ano e as férias de janeiro: é a vez de o Ministério do Turismo selecionar candidatos de nível superior. São 52 vagas abertas para os cargos de analista técnico administrativo (37), engenheiro (10), contador (3) e estatístico (2). Aqueles que concorrerem ao posto com o maior número de vagas podem ter qualquer graduação reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). As remunerações variam de R$ 4.247,82 a R$ 5.212,38 para jornada de trabalho de 40 horas semanais.

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A banca examinadora do certame é a Escola de Administração Fazendária (Esaf) e a estrutura da prova será dividida em duas etapas: prova objetiva de conhecimentos básicos - que inclui língua portuguesa, ética do servidor na administração pública, direito constitucional e administrativo, entre outros, valendo 80 pontos - e prova objetiva de conhecimentos específicos para cada área, com o valor total de 100 pontos. Todas as etapas estão previstas para ocorrerem em dois turnos, em  9 de fevereiro de 2014.

Com 15 questões e sem redação como critério eliminatório, a prova de língua portuguesa deverá ter um alto nível de dificuldade, segundo a professora de língua portuguesa do Instituto IMP Lilian Damasceno. “A redação é um divisor de águas na aprovação, mas, como não estará presente nessa prova, a banca deve intensificar a cobrança na parte objetiva. Geralmente, é um texto para cada duas questões, então, o candidato se cansa muito para resolver a prova de língua portuguesa. São textos tirados de livros, e não da mídia, como é feito pelo Cespe”, diz.

A professora explica que o conteúdo gramatical da Esaf é muito denso e temas como valor semântico das conjunções e o emprego delas em um contexto, assim como crase, pontuação e uso da vírgula, têm sido cobrados frequentemente nas últimas provas. “A Esaf não costuma cobrar questões literárias como a análise de figuras de linguagem, comumente cobradas em bancas do Rio de Janeiro. A parte de interpretação de texto também não é tão pesada, como a gramática”, completa. Como dica  de bibliografira, a professora sugere a gramática de Celso Cunha.

Hierarquia das leis

Além de língua portuguesa, que tem grande peso na nota final, o conteúdo de direito constitucional será essencial nesse concurso. Para o professor da disciplina no Estúdio Aulas André Alencar, a banca costuma cobrar um tema muito específico e que não é comum às outras bancas, a hierarquia das leis. “É preciso analisar as diferenças entre Constituição e leis, e entre leis e atos administrativos. Outro ponto importante é observar que o Supremo Tribunal Federal reconhece o tratado internacional dos direitos humanos como a quarta hierarquia, e questões relacionadas a isso podem ser muito cobradas”, explica.

Ao analisar o edital, André Alencar recomenda dar foco à parte de administração pública, pois, além de ser cobrado em direito constitucional, o tema pode ser incluído em direito administrativo. O professor recomenda obras do autor Alexandre de Morais, que versam sobre poderes e o Estado. “É bem importante conhecer as chamadas funções típicas e atípicas e situação de controle do poder sobre o poder — o poder recíproco. Um exemplo dessa situação é quando o presidente veta uma resolução que foi votada pela Câmara ou pelo Senado. Todas essas relações têm grande destaque nas provas da Esaf”, completa.

A estudante de direito Gabriela de Souza vai prestar o concurso e atualmente divide o dia entre os estudos da faculdade e a preparação para algumas provas. Ela também se dedica aos estudos para a prova de nível médio da Polícia Federal, mas, como está perto de terminar a graduação, pretende investir na seleção de nível superior do ministério. “Geralmente, demoram para chamar e, como a prova é só em fevereiro, dá tempo de eu me formar”, conta.

Para animar a estudante Gabriela, o professor de ética do projeto Caminho das Pedras Sandro Sá explica que não há diferença de cobrança da disciplina entre provas de nível superior e médio. “Um mito criado nos concursos públicos e que se perdura ao longo de muitos anos é de que o tipo de cobrança se altera de acordo com o nível de escolaridade exigida nos editais. Esse fato não procede, pois o nível de cobrança é o mesmo em ambos os níveis, o que difere de fato é a quantidade de disciplinas, além da redação, que é mais cobrada para nível superior”, diz. A matéria ética do servidor na administração pública está inserida na parte objetiva de conhecimentos geral e Sandro Sá sugere um estudo mais direto e embasado no Decreto de Lei nº 1.171, de 1994, e no Decreto de Lei nº 6.029, de 2007, pois tratam sobre os procedimentos referentes aos trâmites entre servidores, chefias e comissão.

O que diz o edital

Ministério do Turismo

» Cargos: analista técnico administrativo, engenheiro, contador e estatístico
» Vagas: 52
» Remunerações: de R$ 4.247,82
a R$ 5.212,38
» Inscrições: até 29 de dezembro
» Taxa: R$ 90
» Prova: 9 de fevereiro de 2014
Edital: www.turismo.gov.br

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