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Telefonia » Apple faz acordo com China Mobile para venda de iPhone

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 23/12/2013 09:10 Atualização: 23/12/2013 10:15

Apple fechou acordo para vender seus iPhones em parceria com a China Mobile, a maior operadora de telefonia móvel do mundo (AFP/Arquivos Patrick Kovarik)
Apple fechou acordo para vender seus iPhones em parceria com a China Mobile, a maior operadora de telefonia móvel do mundo
A gigante da informática norte-americana Apple anunciou, ontem (22), ter chegado, após anos de negociações, a um acordo para vender seus iPhones, com a China Mobile, a maior operadora de telefonia móvel do mundo.

Com este acordo, cujas bases não foram reveladas, a Apple tem por objetivo seduzir milhões de novos usuários no crucial mercado chinês e aumentar consideravelmente seu volume de negócios.

“A China é um mercado muito importante para a Apple e nossa associação com a China Mobile nos dá a oportunidade de levar o iPhone aos consumidores da maior rede (móvel) do mundo”, comemorou o diretor geral da Apple, Tim Cook, citado no comunicado em que as duas empresas anunciaram o acordo.

“Os usuários de iPhone na China constituem um grupo entusiasta e em rápido crescimento”, destacou. O grupo norte-americano tinha, até agora, acordos para vender seu iPhone a duas operadoras de menor envergadura, a China Unicom e a China Telecom. As negociações com a China Mobile estavam estagnadas principalmente por causa do volume mínimo de vendas que a Apple exigia.

Graças a este acordo, os chineses poderão adquirir, a partir de 17 de janeiro, os dois últimos modelos do smartphone da Apple, o 5S e o 5C, pela China Mobile.

Um produto afetivo

A China é um mercado prioritário para a Apple, ao ser o único país - junto com os Estados Unidos - que representa 10% do volume de negócios mundial. As vendas da Apple no mercado chinês alcançaram 25,4 bilhões de dólares no exercício terminado em setembro, o que representa um aumento de 13% em comparação ao ano anterior. De todas as formas, registrou uma queda de 4% na segunda metade do exercício.

A China Mobile tinha mais de 750 milhões de assinantes em outubro, 24 milhões dos quais podem comprar um iPhone no ano que vem, segundo uma estimativa do grupo Cantor Fitzgerald Research.

Trip Chowdhry, analista da Global Equities Research, tem uma previsão mais baixa, de entre 15 a 20 milhões de smartphones vendidos no primeiro ano, apesar de insistir que o iPhone será “um produto afetivo que atrairá os consumidores a família Apple”.

“Em todas as regiões, 40% a 60% das pessoas que compram um iPhone compram depois um iPad e 10% a 20% um (computador) Mac”, explicou à AFP. O anúncio feito este domingo é “muito importante do ponto de vista financeiro, já que nenhuma destas cifras foi considerada nas estimativas dos analistas” sobre os resultados da Apple, destacou.

Chowdhry considerou, além disso, que o acordo também é positivo para a China Mobile em termos de imagem, porque os compradores do iPhone “serão importantes usuários de seus serviços de dados móveis”.

Concorrência de smartphones menos caros

A China Mobile dispõe atualmente de sua própria rede de telefonia de terceira geração, conhecida como 3G, que até agora não era compatível com nenhum modelo iPhone. O governo chinês concedeu, no começo de dezembro, junto a outros dois operadores, licenças para desenvolver uma rede de quarta geração (4G) muito mais rápida.

A empresa de pesquisas IDC estima que, em 2014, podem ser vendidos na China 450 milhões de smartphones. Os iPhones continuarão competindo com smartphones mais baratos que operam com Android, pertencente ao Google.

Ramon Llamas, analista da IDC, reconhece que a Apple poderia provocar mais uma dor de cabeça a sul-coreana Samsung e outros fabricantes chineses. “Resta ver o preço e até que ponto o iPhone será acessível para os clientes da China Mobile. Mesmo com 700 milhões de clientes, nem todos poderão se permitir”, alertou.

A Apple pode, contudo, ser mais agressiva nos preços de seus produtos que em outros países. “As margens na China podem ser um pouco melhores porque o produto será fabricado” no país, disse Chowdhry, “porque não há custos de envio”.

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