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Seu bolso » Evite prejuízos na maratona das compras às vésperas do Natal Corre-corre nas lojas, horários estendidos, preços muitas vezes superfaturados nas vitrines. Na busca pelo presente dos amigos e da família, o consumidor precisa ficar atento para não cair em armadilhas

Sávio Gabriel - Especial para o Diario

Publicação: 21/12/2013 13:00 Atualização: 21/12/2013 00:27

Franklin Barbosa, 43, foi de última hora ao shopping com a família. Encontrou preços mais caros e pouca variedade de produtos. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press
Franklin Barbosa, 43, foi de última hora ao shopping com a família. Encontrou preços mais caros e pouca variedade de produtos. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

O conselheiro tutelar Franklin Barbosa, 43, resolveu fazer as compras de fim de ano junto com a família uma semana antes do Natal. Além de encontrar as lojas bem mais cheias que o habitual, ele diz que está com dificuldades para achar calçados infantis. “Nós já fomos em vários locais e não conseguimos achar a numeração que queremos. Não tem tanta variedade e os preços estão mais altos”, reclama. Assim como ele, quem deixou para comprar os mimos de Natal e ano-novo de última hora deve enfrentar situação semelhante. Se esse é o seu caso, é importante que você tome alguns cuidados antes de sair às compras.

O primeiro deles diz respeito aos preços. De acordo com o economista Marcelo Barros, quem deixa para ir às lojas faltando poucos dias para as festas paga mais pelos produtos. “É a lei da oferta e da demanda. Como muitas pessoas deixam para comprar em cima da hora, os preços chegam a ficar 30% mais caros”, explica. Por isso, de acordo com ele, o importante é que o consumidor faça pesquisas antes de finalizar a compra. “A internet é uma ótimo canal para fazer esse comparativo de preços”, orienta.

O coordenador geral do Procon-PE, José Rangel, ressalta que alguns casos podem ser considerados abusivos, podendo gerar uma denúncia formal no órgão de defesa do consumidor. “Não é possível que o valor de um produto aumente 10% ou 15% em uma semana”, afirma. Ele lembra, ainda, que as pessoas devem estar atentas à qualidade dos produtos. “Com os brinquedos, é muito importante verificar o selo de qualidade do Inmetro”, adverte. Já os produtos eletrônicos devem ser testados antes. “No caso de itens perecíveis, como cosméticos e perfumes, é recomendável verificar a data de validade”, acrescenta Rangel.

A professora Ana Paula Lima, 33, vai recorrer às lojas do Centro do Recife para garantir os presentes de fim de ano. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press
A professora Ana Paula Lima, 33, vai recorrer às lojas do Centro do Recife para garantir os presentes de fim de ano. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press
A professora Ana Paula Lima, 33, também não conseguiu achar o que procurava. Por isso ela deve ir ao Centro do Recife para garantir os presentes de fim de ano. “Espero encontrar preços melhores”, destaca ela, que prefere enfrentar a maratona pré-natalina pela manhã, para evitar o tumulto do comércio.

Ela está certa. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), Eduardo Catão, as pessoas devem ir às lojas o mais cedo possível. “Como o movimento vai estar muito grande, quem for pela manhã pode aproveitar melhor as ofertas.” Ele ressalta que a dificuldade de encontrar alguns é natural para essa época do ano. No entanto, diz que as lojas não devem superfaturar suas vitrines nesta reta final. “Daqui para frente nenhum lojista vai fazer isso. Nós sabemos que nem todos tiveram tempo, e preferimos vender os produtos a aumentar os preços.” Segundo Catão, os reajustes são apenas para compensar a inflação do período.

Vale a pena esperar?
Outra alternativa é esperar o término do período de festas. “Logo após o Natal as pessoas conseguem um abatimento de até 20% no preço dos produtos”, afirma José Rangel, do Procon-PE. “Mas é preciso ter cuidado com esses grandes descontos, porque às vezes as lojas maquiam os preços e a redução não é exatamente aquela que está sendo anunciada”, adverte.

O economista Marcelo Barros concorda. “É possível economizar bastante se a pessoa deixa para comprar depois. Principalmente em janeiro, mês em que várias redes fazem liquidações”, finaliza.



 
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