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Classificação » Standard and Poor's rebaixa nota da UE de "AAA" para "AA+"

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 20/12/2013 11:34 Atualização:

A agência de classificação Standard & Poor's (S&P) rebaixou nesta sexta-feira (20) a nota da União Europeia (UE) de “AAA” - a melhor possível - para “AA+” e alegou que as discussões sobre o orçamento entre os países eram cada vez mais ásperas. A nova nota da UE tem a menção de perspectiva “estável”, o que significa que no médio prazo a S&P não pretende modificá-la novamente.

“A credibilidade global em termos de crédito dos 28 países da União Europeia declinou”, explica um comunicado da S&P. A agência também destaca uma redução na “coesão” da UE. A União Europeia estava sob ameaça de rebaixamento da nota desde janeiro de 2012, quando a S&P classificou de “negativa” a perspectiva.

Desde então, a nota de vários países importantes da UE, incluindo a França, foi reduzida. Atualmente apenas seis países do bloco mantêm a nota “AAA”. A Comissão Europeia criticou a decisão da S&P. O Executivo europeu “está em divergência com a S&P sobre o fato de que as obrigações dos Estados membros de contribuir para o orçamento europeu poderiam ser questionadas em caso de tensões”, afirmou o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn.

“Todos os Estados membros sempre, inclusive durante a crise financeira, deram sua contribuição ao orçamento europeu no momento”, acrescentou. Do ponto de vista da Comissão, a nota da UE deveria ser atribuída “em função de seus méritos próprios”. Rehn recordou que o bloco não tem dívida ou orçamento próprio, e sim um orçamento comum composto pela contribuição dos países membros. Os tratados europeus impedem que o orçamento esteja em déficit.

Também hoje, a Standard and Poor's confirmou a nota a longo prazo “AAA” da Grã-Bretanha, mas não descarta uma redução em 2014 se a impressionante recuperação do país registrar uma desaceleração. A agência confirmou a nota da dívida a curto prazo em “A-1+”. A Grã-Bretanha segue “beneficiada pela excepcional flexibilidade monetária” e pela sólida recuperação econômica, segundo a agência, que prevê um crescimento de mais de 2% por ano entre 2013 e 2016.

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