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Concurso do STF apresenta falha na fiscalização

Correio Braziliense

Publicação: 16/12/2013 09:02 Atualização:

Candidatos que fizeram a prova para os cargos de analista judiciário do Supremo Tribunal Federal (STF) ontem pela manhã reclamaram de falha na fiscalização. Na sala 18, do Centro Educacional Sigma da Asa Norte, uma das postulantes permaneceu em posse do celular, que tocou várias vezes antes de ser recolhido pelo fiscal. “Achei bem estranho porque pelas regras do concurso ela deveria ser eliminada, mas continuou fazendo a prova normalmente”, disse a servidora pública Alessandra Braga de Júlio, 25 anos.

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O toque insistente do celular teria incomodado os outros estudantes, segundo relato de outra candidata que fez a prova na mesma sala, mas que preferiu não se identificar. O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), banca organizadora do certame, nega que houve problema na fiscalização e afirma que os fiscais foram acionados para explicar o que aconteceu.

De acordo com o site do Cespe, o candidato que portar qualquer aparelho eletrônico, inclusive, celular durante o exame será eliminado. A banca afirma também que rastreia a vizinhança do local de prova na tentativa de evitar contato eletrônico entre os estudantes e pessoas externas.

Inscreveram-se no concurso 37.168 pessoas, que disputam 34 vagas, concorrência de 1.093 por chance. Os dados de abstenção serão divulgados hoje. Os salários para profissionais de nível superior são de R$ 7.506 e de nível médio R$ 4.575.

Avaliação


A advogada Daniela Araújo de Melo Nery, 26, concorreu a uma vaga de analista judiciário e disse que a parte de regimento interno do STF foi o que mais pesou na hora de responder às questões. Nery espera “que tenha cadastro de reserva”, devido à grande concorrência, e afirmou que vai continuar tentando nos próximos concursos, caso não seja aprovada. Para Stephanie Caetano, 25, o conteúdo cobrado estava de acordo com o previsto no edital, mas o tema da redação era muito amplo. “A prova, inclusive, na parte de inglês, não foi difícil, mas o Cespe poderia ter especificado melhor o assunto abordado na redação, que foi sobre licitação”, observa.

Já os concurseiros Débora Sbampato, 31, e Felipe Longhi, 31, acharam fácil a redação, mas “o número de linhas deveria ser mais que 30 porque o tema é muito amplo e houve pouco espaço para falar sobre o assunto”. Longhi disse que a concorrência não assusta e, se não passar nessa prova, vai se inscrever para o certame do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), cujos exames objetivos estão previstos para o ano quem vem. O jornalista Jean Peverari disse que a prova foi muito bem elaborada, mas também reclamou da redação. “O tema pedido é fácil, mas a proposta foi complexa”.

A estudante Ana Caroline Neves, 26, disputa o posto de técnico administrativo e estava no local da prova antes mesmo de o portão abrir, no período da tarde. “A adrenalina de chegar em cima da hora poderia atrapalhar o meu desempenho”, explica. Enquanto aguardava o início do exame, ela estudava itens relativos ao Poder Executivo na Constituição Federal. “O que pode me prejudicar são as questões sobre o código de ética do servidor do STF. Mas espero passar porque me dediquei bastante”, diz. Lucas Henrique da Cruz, 18, também chegou com uma hora de antecedência e afirma ter estudado um ano para conseguir entrar para o STF. “Estudava oito horas diariamente. Estou confiante”, ressaltou.

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