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Índice » Após PIB encolher 0,5% no trimestre, prévia do BC aponta expansão de 0,77% Indicador do Banco Central surpreende com crescimento em outubro e revela economia aquecida no 4º trimestre

Deco Bancillon - Correio Braziliense

Publicação: 14/12/2013 10:09 Atualização:

A economia brasileira ensaia, enfim, ter entrado em campo positivo na reta final do ano. Após o Produto Interno Bruto (PIB) encolher 0,5% no terceiro trimestre, dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) sugerem que as riquezas do país cresceram 0,77% em outubro.

A variação do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) surpreendeu até o mais otimista dos analistas de mercado financeiro. No geral, as estimativas iam de uma queda de 0,3% a uma alta de 0,7%. Internamente, o governo comemorou o dado. Na avaliação de técnicos da equipe econômica, o bom resultado de outubro servirá para sepultar de vez o fantasma da recessão.

Caso o PIB do país encolhesse também no quarto trimestre, resultando em seis meses consecutivos de baixa, a economia entraria em um quadro técnico de depressão, o que não acontece desde 2009. “Realmente, o dado do BC veio bem acima do que muita gente esperava”, disse o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa. Para ele, a alta de 0,77% verificada em outubro, após a estagnação registrada na passagem de agosto para setembro, “é um sinal positivo”. “Acredito que o dado é uma boa indicação de que o quarto trimestre tenha começado melhor do que o terceiro”, ele disse.

Há quem não esteja tão otimista assim com os números, como é o caso do economista-chefe do BES Investimento, Jankiel Santos. Ele acredita que a surpreendente alta do IBC-BR de outubro não afasta totalmente a possibilidade de o país entrar em recessão no quarto trimestre, porque, mesmo que outubro tenha de fato sido mais forte, já há dados que sugerem contração da atividade em novembro. “Os números no mês passado já mostram que pode haver retração da produção industrial. Já o varejo, que também contribuiu para o forte resultado de outubro, pode não vir tão forte assim em novembro”, disse.

Mercado
A mesma avaliação fazem os economistas André Loes e Priscila Godoy, do banco inglês HSBC. Em relatório, eles afirmaram que “a surpresa positiva (de outubro) pode não durar muito”. Destacam que o resultado reflete alguns fatores “idiossincráticos” que podem não acontecer em novembro. “Por isso, mantemos nossa previsão de crescimento do PIB no ano de 2,2%”, apontou o documento.

A projeção é mais pessimista que a do governo, que aposta em uma expansão da atividade de 2,5% no ano. Já os analistas ouvidos semanalmente pelo BC na pesquisa Focus estão no meio do caminho. A média das previsões aponta uma alta de 2,35% no ano, um número ainda mais otimista que o conjunto das estimativas para o PIB de 2014, de apenas 2,1%.

A falta de confiança dos analistas reflete a deterioração dos principais fundamentos da economia brasileira, como o crescente deficit nas contas públicas, a inflação ainda persistentemente acima da meta de 4,5% ao ano e os juros básicos ainda caminhando para cima, mesmo depois de terem rompido a barreira dos 10% ao ano, no fim de novembro.
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