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Combustível » Leilão promovido pela ANP vende quase 500 milhões de litros de biodiesel

Agência Brasil

Publicação: 12/12/2013 18:07 Atualização:

Os produtores de biodiesel conseguiram transferir para as distribuidoras de combustíveis 485,6 milhões de litros do produto nos dois dias do 34º Leilão de Biodiesel, promovido desde a quarta-feira (11) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No total, foram ofertados pelos produtores 588,7 milhões de litros.

Com o leilão, foram arrecadados R$ 1,015 bilhão nos dois dias. Dos 485,6 milhões de litros comercializados, 409,7 milhões foram arrematados ainda no primeiro dia da licitação e 75,9 milhões no pregão de hoje.

Do total comercializado, 99,5% são oriundos de produtores detentores do selo Combustível Social. O preço médio alcançou R$ 2,060 por litro, com um deságio médio de 12,83% quando comparado com o preço máximo de referência, em média de R$ 2,363 por litro.

Segundo a ANP, com o total comercializado, a indicação do mercado de óleo diesel é de uma comercialização de cerca de 9,7 bilhões de litros do B5 (o óleo já misturado) somente para o primeiro bimestre de 2014.

Os leilões de biodiesel atendem à Resolução 06 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que estabelece em 5% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B5), em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2010.

A ANP fez ao longo deste ano seis leilões de biodiesel ao longo do ano. O volume comercializado será fornecido por produtores das regiões Centro-Oeste (cerca de 50% do total); Sul (com 34%), Sudeste (22%) e Nordeste (cerca de 6%).

Atualmente respondendo por 5% da composição final do óleo diesel comercializado nas bombas dos postos de todo o país, o biodiesel poderá ter uma participação ainda maior na composição final do combustível.

Nesse sentido, o Ministério de Minas e Energia já encaminhou ao Palácio do Planalto uma proposta de aumento do índice do combustível vegetal na composição final após a mistura com o derivado de origem mineral.

A proposta atende a uma reivindicação dos próprios produtores, que sustentam ter capacidade de produção bem maior do que a demanda decorrente da adição de 5% atualmente em vigor. Eles alegam, ainda, a questão ambiental para o aumento do percentual do biodiesel no diesel convencional – porque reduziria ainda mais as emissões de gases de efeito estufa dos veículos.

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