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Mercado » Dólar fecha a R$ 2,30; Bolsa caiu 0,34%

Agência O Globo

Publicação: 10/12/2013 17:58 Atualização: 10/12/2013 19:02

Com duas intervenções do Banco Central no mercado de câmbio e o discurso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado reafirmando a continuidade do programa de leilões de dólares no ano que vem, a divisa norte-americana fechou em queda nesta terça-feira (10) pelo quarto dia consecutivo. O dólar já abriu a sessão com desvalorização frente ao real, seguindo o movimento do exterior, onde a divisa americana perdeu valor frente a outras moedas. Dados da economia chinesa contribuíram para a valorização de moedas de países ligados a commodities.

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O dólar comercial fechou negociado a R$ 2,307 na compra e R$ 2,309 na venda, uma baixa de 0,43%. O dólar havia atingido a mínima do dia, pela manhã, batendo em R$ 2,308, após o Banco Central fazer a primiera intervenção no câmbio, através de um leição de contratos de swap cambial tradicional. Depois, renovou a mínima durante o discurso de Tombini, batendo em R$ 2,306 (baixa de 0,56%). É a menor cotação do dólar neste mês de dezembro e a mais baixa desde o dia 26 de novembro, quando a divisa fechou negociada a R$ 2,29. Na máxima, a moeda americana bateu em R$ 2,318 (queda de 0,04% em relação ao fechamento de ontem).

"Os leilões do BC e o discurso de Alexandre Tombini no Senado fizeram o dólar recuar pelo quarto dia consecutivo. Tombini reforçou a percepção do mercado de que o BC está preparado para agir e reduzir a volatilidade no câmbio, o que deixou os investidores mais tranquilos. Mas hoje houve um movimento de desvalorização da divisa americana frente a outras divisas no exterior, como o euro, o iene, o dólar canadense, antes da reunião do Fed, semana que vem", diz Felipe Pellegrini, gerente de câmbio do banco Confidence.

O dólar recuou frente ao dólar canadense (0,15%), frente dólar australiano (0,61%), rand sul-africano (0,45%. Também perdeu valor frente ao euro (019%), ao iene (0,08%) e à libra esterlina (0,29%).

A expectativa é que o banco central americano mantenha os estímulos à economia neste encontro e só comece a reduzir as compras de títulos, que chegam a US$ 85 bilhões mensalmente, no início de 2014. O dólar já havia se valorizado frente a outras divisas nos últimos meses, com os investidores esperando que a redução dos estímulos começasse ainda este ano.

O presidente do BC reafirmou no Senado que o programa de leilões de dólares vai continuar em 2014, observando que haverá ajustes. Desde que Tombini confirmou a continuidade dos leilões em 2014, a moeda americana já se desvalorizou 2,36% frente ao real. Tombini afirmou que na próxima semana serão divulgados detalhes da continuidade do programa. O presidente do Banco Central disse que o programa de intervenção cambial não agride a flutuação do câmbio e não foi desenhado para qualquer nível específico de cotação. Tombini disse também que quanto mais cedo o Federal Reserve (banco central americano) decidir retirar os estímulos econômicos à economia, menor será a instabilidade dos mercados, e mais suave será o período de transição da economia mundial.

No leilão realizado nesta manhã, foram ofertados dez mil novos contratos, o equivalente a US$ 497,4 milhões. Nesta tarde, o BC fez mais um leilão, desta vez para rolar contratos de swap cambial que vencem em 2 de janeiro. Foram renovados mais 20 mil contratos, o equivalente a US$ 989,4 milhões. Ontem, o BC já realizou operação semelhante e vendeu 20 mil contratos, totalizando US$ 990 milhões. Na segunda, a moeda americana fechou em queda pelo terceiro dia consecutivo com o otimismo dos mercados externos, depois de dados positivos da balança comercial chinesa.


Ibovespa interrompe sequência de três altas

O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, interrompeu uma sequência de três altas e fechou com desvalorização, acompanhando as Bolsas internacionais. O Ibovespa recuou 0,34% aos 50.993 pontos e volume negociado de R$ 4,2 bilhões. Pela manhã, o indicador apresentou volatilidade, mas pouco depois das 11 horas se fixou no campo negativo.

Para Ari Santos, gerente da mesa Bovespa da corretora H. Commcor, os investidores estão apáticos, à espera da reunião do banco central americano, que acontece na semana que vem. "Basta olhar o volume negociado. Está muito baixo, o que mostra o sentimento de apatia do investidor. O desânimo vem de vários fatores: a desilusão com a política fiscal do governo, o baixo crescimento da economia brasileira, a perspectiva de que o Brasil perca o grau de investimento das agências de clasificação de risco no próximo ano. Deve haver um rally no fim do ano, com os fundos de investimento ajustando suas posições, mas em geral o sentimento é de apatia", diz Santos.

Entre as ações mais negociadas do pregão, Vale PNA caiu 0,84% a R$ 32,86; Petrobras PN teve alta de 0,28% a R$ 17,30; Itaú Unibanco PN caiu 0,53% a R$ 31,55 e Bradesco PN recuou 0,44% a R$ 28,80.

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