Pernambuco.com



  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Danos morais » Banco Santander é condenado a pagar R$ 122 mil a telefonista por lesão em ombros

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 10/12/2013 14:26 Atualização:

O Banco Santander terá de pagar uma indenização de R$ 122 mil a uma funcionária que desenvolveu Lesão por Esforço Repetitivo (LER) durante o trabalho de telefonista. A sentenção foi dada pela 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas e acatou um parecer do Ministério Público do Trabalho.

Em matéria publicada na edição online desta terça-feira (10) no portal Folha/UOL, o banco foi condenado a pagar a indenização a título de danos morais. No entanto, o Santander poderá recorrer da decisão, já que cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A decisão também obriga o banco a ressarcir todos os gastos que a funcionária teve com medicamentos usados no tratamento de tendinite crônica, desde o ano 2000. Esses valores ainda não foram determinados.

De acordo com o portal Folha/UOL, a funcionária, que é deficiente visual, atuava como telefonista do banco na cidade de Franca, no interior de São Paulo. Os documentos apresentados no processo atestam tendinite de ombros, dos punhos e outros transtornos musculares. Procurado pela roportagem do portal, o Banco Santander ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Processo

Segundo os autos do processo, numa primeira decisão, a 1ª Vara do Trabalho de Franca julgou totalmente improcedentes os pedidos da trabalhadora. Porém, o desembargador e relator João Batista Martins César reformou a decisão, por considerar que ela tomou como base um laudo pericial que desconsiderou a doença ocupacional contraída no trabalho.

Para o magistrado, depoimentos de ex-colegas de trabalho mostraram também que o Santander não atendeu às normas nacionais e internacionais que dão proteção ao trabalho de pessoas com deficiência.

Em seu voto, Martins César escreveu que a culpa do Santander “é evidente ao não demonstrar o cumprimento das normas de medicina e segurança do trabalho, não manter um ambiente seguro e tampouco adotar medidas preventivas de acidentes e doenças do trabalho, seja pela falta de móveis ergonômicos, ginástica laboral e acompanhamento do estado de saúde da trabalhadora, sabidamente com deficiência, quadro que contribui para o agravamento do estado de doença dessa”.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »