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IPCA » Governo deve alcançar meta de fechar 2013 com inflação menor que do ano anterior

Agência O Globo

Publicação: 06/12/2013 16:41 Atualização:

A inflação brasileira caminha para fechar 2013 com o décimo ano consecutivo dentro da meta estabelecida pelo atual regime. À primeira vista, também segue com possibilidade de registrar a menor inflação do governo da presidente Dilma Rousseff. No acumulado de 12 meses até novembro, o indicador oficial de inflação chegou a 5,77%, ante 5,84% em outubro, segundo informou o IBGE nesta sexta-feira (. Trata-se do menor nível desde novembro do ano passado, quando chegou a 5,53%.

Diante do resultado apresentado pelo IBGE do IPCA de novembro, o governo tem ainda mais chances de conseguir alcançar a sua meta informal de encerrar 2013 com inflação menor. Em 2012, a inflação oficial fechou em 5,84%. Para isso, a inflação fechada do mês de dezembro deveria ser, no máximo, de 0,85%, segundo cálculo feito pela Consultoria Tendências.

"O item Alimentação não deve ser uma fonte de pressão em dezembro, mesmo com o Natal. O que vai puxar o indicador no mês será o reajuste da gasolina", afirma Alessandra Ribeiro, economista da Tendências. "Certamente a inflação fechada do ano ficará abaixo dos 5,84%. Estamos trabalhando com 0,76% em dezembro mas vamos revisar para baixo a projeção para o mês", reitera.

A previsão de inflação abaixo do registrado em 2012 também é compartilhada pelo economista Luciano Rostagno, do Banco Mizuho do Brasil. A projeção da instituição para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro fica em 0,75%, portanto, a perspectiva para o fechamento da inflação brasileira deste ano seria de 5,73%.

O IPCA desacelerou mais do que o esperado em novembro ao registrar alta 0,54%, ante 0,57% em outubro, e em 12 meses atingiu o menor nível em um ano, favorecido pelos preços de alimentos e bebidas.

Pesquisa da Reuters apontava expectativa de alta de 0,58% na comparação mensal e de 5,81% no acumulado em 12 meses.

De acordo com IBGE, o principal destaque foi o grupo Alimentação e Bebidas, com alta de 0,56% em novembro, bem menor do que o 1,03% registrado no mês anterior. Com isso, o grupo respondeu por 0,14 ponto percentual do IPCA de novembro, o maior impacto entre todos os grupos, mas menor do que o 0,25 ponto que gerou em outubro.

Os dados são divulgados um dia após o Banco Central indicar, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que pode encerrar os sucessivos aumentos da taxa de juros (Selic), que chegou a 10% na semana passada. A autarquia tem anunciado altas na Selic desde abril deste ano, como forma de conter a inflação, que se mantém persistentemente fora do centro da meta do governo, de 4,5%.

No documento, o BC indicou sinais positivos, que indicam que o aperto monetário já consolidado nos últimos meses pode ser suficiente para conter a pressão dos preços. Um dos pontos citados no texto é a alta de 4% no preço da gasolina nas refinarias, anunciada pela Petrobras na semana passada.

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